O futuro das moedas de real

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O panorama da numismática brasileira acha-se em situação muito peculiar; os quase vinte anos de real (1994-2013) são um portento; basta comparar com o vintênio anterior (1974-1994). Embora a economia estável tenha garantido vida longa à segunda família de moedas do real (desde 1998), não é impossível que tal status mude.

Enquanto ainda temos circulação concomitante das duas famílias de moeda — embora o prazo para substituição da primeira família fosse seis anos, ou seja, até 2004 —, não seria de se estranhar que uma terceira família, ou uma variante da segunda família surgisse.

É notório que o aumento no valor dos metais utilizados para cunhagem já provocaram algumas mudanças pouco perceptíveis — como substituição do cuproníquel e da alpaca nas moedas de 50 centavos e 1 real — e mesmo algumas menos sutis — como o fim da cunhagem da moeda de 1 centavo, cujo último ano é 2004.

É público e sabido que o custo de fabricação de algumas moedas é superior ao seu valor facial. Em matéria de 2010, o Portal IG Economia já relatava que as moedas de 5, 10 e 25 centavos não se pagavam[1].

Já se vão aí três anos. Não é impossível que o Banco Central planeje algum tipo de mudança para essas moedas: ou troca do metal — de aço eletrorrevestido para aço inox, mas não tenho parâmetros para saber se a mudança acarretaria alguma economia — ou redução do módulo e espessura — moedas menores e mais finas.

Claro que aqui se trata apenas de especulações, de possibilidades; mas que são perfeitamente plausíveis para os próximos anos.

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Outro blogue sobre moedas

Este espaço é dedicado à numismática. Colecionismo, notícias e assuntos técnicos. Em breve, textos sobre o fabuloso mundo das moedas.

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Coleciono moedas brasileiras e de antigas colônias (período neocolonial), principalmente de ex-colônias britânicas e da antiga Zona Esterlina (Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Rodésia, África Oriental Britânica etc.). Troco moedas de qualquer tipo.

I collect brazilian coins and from old colonies (neo-colonial era), mainly from former british colonies and from former Sterling area (New Zealand, Australia, South Africa, Rhodesia, British East Africa etc.). I swap any coin.

Colleziono monete brasiliane e dalle antiche colonie (periodo neocoloniale), principalmente dalle antiche colonie britanniche e dell’antica Area della Sterlina (Nuova Zelanda, Australia, Sudafrica, Rodesia, Africa Orientale Britannica, ecc.). Cambio tutte le monete.

Faig col·lecció de monedes brasileres e de antigues colonies (període neocolonial), principalment de les ex colonies britàniques e de l’antiga Àrea de la Esterlina (Nova Zelanda, Austràlia, Àfrica del Sul, Rodèsia, Àfrica Oriental Britànica, etc.). Canvio quasevol moneda.

Colecciono monedas brasileñas y de antiguas colonias (período neocolonial, principalmente de las antiguas colonias británicas y de la antigua Zona de la Esterlina (Nueva Zelanda, Australia, Sudáfrica, Rodesia, África Oriental Británica, etc.). Cambio cualquiera moneda.

A primeira moeda

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Um diário de colecionismo. É o que é este blogue. Ou melhor, o que também é este blogue, além da descrição bem comportada e possível no cabeçalho.

Comecei a colecionar de criança, de bem criança mesmo. Uns seis anos, possivelmente. Um parente da minha mãe me deu uma moeda de 400 réis de 1901. sim, aquela famosa. Todos diziam da “raridade” daquela moeda “de prata”. A geração dos meus pais só conhecia a moeda lastreada de ouvir falar de seus pais — a última moeda de prata brasileira de circulação comum é aquele 5 mil réis do Santos Dumont, de 1938.

Não condeno ninguém. Apesar da pouca raridade da moeda — foi a maior emissão de moeda metálica até então —, o grande disco de cuproníquel chamou minha atenção. Dali em diante, comecei a “juntar” moedas. Guardava-as num pote de maionese.

Só mais tarde é que comecei a “profissionalizar” a coisa. Envelopes de papel para acondicionar as moedas, a coleção por ano, a identificação de variantes, outros países, prata, metais pouco usuais.

Mais recentemente a compra e troca com ajuda da internet, moedas exóticas — mais ou menos — e o catálogo Krause, ao qual ainda estou me acostumando.

Detalhes, convivências, minúcias. É mesmo um mundo a parte ao qual já estou conectado tem 25 anos. E sempre há surpresas.

300. Um pouco de numismática – Duas moedas belgas

Um antigo artigo que escrevi no meu outro blogue, o “Hepáticas”.

Hepáticas

Apesar de colecionar moedas desde os meus 6 anos, creio que dediquei poucas postagens ao assunto neste blogue (lembro-me apenas de uma, com tom relativamente ácido). Portanto, hoje dedico algumas linhas ao interessantíssimo mundo das moedas.

Muitos não percebem o valor das moedas. Não o monetário, pois hoje, tempos de moeda fiduciária, os itens metálicos ficaram para a representação dos valores menores, mero troco.

Nem sempre foi assim. O papel-moeda é uma invenção da Idade Média e somente passou a ser o centro das transações no século XIX; antes, o comércio era feito com metal no formato de discos, as moedas. Uma regra que valeu por um bom tempo foi que as moedas de valor menor eram cunhadas em cobre; as de valor mediano, em prata; e as mais valiosas, em ouro. Padrão hoje que, mesmo não sendo mais usual, ainda mantém certa influência, por exemplo, na cunhagem britânica…

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