Catálogo on-line Moedas do Brasil

tela1O Moedas do Brasil é um catálogo on-line e uma ferramenta muito interessante para o colecionador. Um compêndio esmerado sobre as moedas emitidas no Brasil e suas referências nos principais catálogos. Vale não uma, mas várias visitas.

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O custo das moedas

A edição de janeiro de 2015 da revista Galileu traz um infográfico sobre os custos da produção do meio circulante; o cálculo dos custos é de dezembro de 2014, o que nos dá noção do gasto atual com a produção.

Embora haja o pensamento de que os valores deficitários (5 e 10 centavos), a conta está chegando perto do limite. Se somamos os valores apresentados, temos que para a produção de uma moeda de cada, ou seja, R$ 1,90, gasta-se R$ 1,09.

O que se observa é a entrada da peça de 10 centavos no grupo das deficitárias e o quase empate com a moeda de 25 centavos. Continuamos acreditando que mudanças nos materiais e módulos dessas moedas serão inevitáveis nos próximos anos.

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Os dois anversos da moeda de 50 centavos

A moeda de 50 centavos de real não para de trazer surpresas a colecionadores e numismatas. Como já expusemos anteriormente neste blogue, existem pelo menos dois tipos de bordas, com letras de tamanho diferente. Pois justamente quando conduzíamos nossos estudos para estabelecer um padrão para os possíveis terceiro e quarto tipos, nos deparamos com mais novidades.

É sabido que as moedas de real tiveram seu reverso alterado a partir da era 2004 (estrelas do Cruzeiro mais pontudas e aumento no tamanho dos caracteres da palavra “centavo” e da data, mais informações aqui e aqui). Para as moedas de 50 centavos, essas alterações só apareceram em 2005, já que ela não foi emitida em 2004.

A moeda de 2005 trouxe alterações também no anverso, que foi alterado. Para fins didáticos, chamaremos os anversos detectados de A (1998-2003) e B (2005-2013). Há a alteração mais óbvia, que foi percebida por vários colecionadores e numismatas, que é a presença, no anverso A, sob a efígie do barão do Rio Branco, de cinco pontas do detalhe de linhas que vem da parte superior, por detrás do busto, enquanto que no anverso B, há seis pontas.

Anverso A

Anverso A (clique para aumentar)

Anverso B

Anverso B (clique para aumentar)

Há ainda alterações no busto do barão.

O formato da cabeça. No anverso B, a cabeça apresenta-se menor, com a testa menor e o pescoço mais reto, enquanto que no anverso A, a testa é mais alongada e o pescoço, inclinado, parece projetar a cabeça para frente.

O detalhe do maxilar. No anverso A, a linha do maxilar é suave; no anverso B, ela é mais puxada para baixo, formando um ângulo maior.

O cabelo. No anverso A, o cabelo sobre a orelha parece bem mais demarcado (a imagem da moeda escaneada parece informar ao contrário, mas é por conta de algum jogo de luz e sombra).

Olheiras. No anverso A, as bolsas sob os olhos do Barão são mais profundas.

Marcas de expressão saindo do nariz em direção à testa. As do anverso A são bem demarcadas.

Detalhes no paletó. A lapela esquerda do paletó tem uma linha que sai da altura do nó da gravata. Essa linha forma um ângulo mais fechado no anverso A. A lapela direita recorta um pedaço do paletó que é menor no anverso B.

O que se nota claramente é a redução do tamanho da efígie do anverso A para o B; o mesmo ocorre com o mapa do Brasil estilizado.

Apesar da separação das datas dos tipos de anverso, em 2008, por algum engano, saíram moedas tanto do anverso A quanto do B.

* * *

A questão do anverso B também foi levada em consideração no Fórum de Numismática, nas postagens relativas a correções no Catálogo Bentes.

As 115 moedas de real

Apenas atualizando a contagem.

Até 2013, tínhamos 106 moedas das duas famílias do real (vide artigo). Em 2014, com a emissão tardia das moedas comuns (cinco peças) e mais quatro comemorativas das Olimpíadas, temos mais nove peças; agora são 115 moedas do real.

As quatro moedas de 1 real emitidas em 2014 em comemoração das Olimpíadas de 2014

As quatro moedas de 1 real emitidas em 2014 em comemoração das Olimpíadas de 2016

Os metais na cunhagem brasileira (1868-2014)

Durante muito tempo, os metais das moedas foram o cobre, a prata e o ouro, já que a moeda “valia o que pesava”, ou seja, seu valor de face era baseado no seu peso. Com a inflação e o advento das divisas fiduciárias, ou seja, as moedas sem lastro, novos metais apareceram na cunhagem.

No Brasil, ainda no período Imperial, em 1868, o bronze foi introduzido nas novas moedas de 10 e 20 réis, em substituição ao cobre puro das peças de mesmo valor e módulo maior; esse bronze era definido por lei como 950 milésimos de cobre, 40 de estanho e 10 de zinco[1]. A peça de 40 réis foi introduzida em 1873, com os mesmo padrões metálicos[2].

Essas peças de bronze marcam a modernização da cunhagem no Brasil — que sai do padrão cobre-prata-ouro — e foram idealizadas para durarem mais, “de modo a suportar a circulação do dinheiro de mão em mão[3]”. O bronze foi usado até 1912, quando foram cunhadas as últimas moedas de 20 e 40 réis.

O cuproníquel aparece em 1871[4], nas peças de 100 e 200 réis[5], que vieram em substituição às moedas de prata dos mesmos valores. O decreto que vem inscrito nessas duas novas moedas, o nº 1817, de 3 de setembro de 1870, traz a proporção de cobre e níquel da liga:

Art. 1º O Governo fará fabricar moedas de troco de um metal composto de 25 partes de nikel e 75 de cobre.

1º As peças de moeda deste metal serão de 200, 100 e 50 réis; tendo as primeiras o peso de 15 grammas, as segundas de 10 e as terceiras de 7.

2º A tolerancia do peso, o modulo e typo das peças de moeda serão fixados pelo Governo.[6]

Ou seja, essas primeiras peças são de cuproníquel 75-25 e põem o país como o oitavo do mundo a usar a liga, sendo que a primazia é do cent estadunidense de 1856, com liga experimental 88-12; a primeira moeda de liga 75-25, o cuproníquel moderno, é a peça de 20 cêntimos belga, de 1860 (Capocchi, 2010).

O cuproníquel teve vida longa na cunhagem brasileira. Com intervalo de 1978 a 1997, estendeu-se até 2001. Com ele foram batidas as peças de 100, 200 e 400 réis com data de 1901, mas que foram emitidas de 1901 até 1917[7], e a moeda de 50 centavos de real (1998-2001).

Em 1922, com a desvalorização da moeda, as peças de 500 e 1.000 réis passaram a ser de bronze-alumínio; primeiro as comemorativas do centenário da Independência[8] e, depois, os modelos comuns.

As emissões das moedas comemorativas do centenário da Independência foram autorizadas pelo artigo 146 do Decreto nº 4.555, de 10 de agosto de 1922[9]:

Art. 146. E’ o Poder Executivo autorizado:

A mandar cunhar, no paiz ou no estrangeiro, moeda de aluminio e cobre, dos valores de 500 réis a 1.000 réis, des[ti]nadas á commemoração do Centenario, as quaes substituirão as notas de 1$000 e 2$000, que serão incineradas.

O decreto, porém, não traz referência à proporção da liga. Em 1924, quando os novos desenhos das peças 500 e 1$000 são definidos por decreto[10], a única menção feita é que as peças “conservarão o peso, liga, tolerância e modulo já determinados em leis”, mas não há citação de quais seriam os dispositivos legais. Com a entrada em vigor de um novo padrão de peças em 1936, a lei que o cria dá como referência para o bronze-alumínio a composição de 900 milésimos de cobre, 80 de alumínio e 20 de zinco[11].

O bronze-alumínio foi usado para cunhagem no Brasil entre 1922 e 1956, período que inclui a primeira família de moedas do cruzeiro (1942-1956). O Decreto-Lei nº 4.791, de 5 de outubro de 1942, que institui o cruzeiro como unidade monetária, traz uma tabela anexa com a composição prevista para o bronze-alumínio das novas moedas, que repete a liga usada em 1936.

TABELA 1 – Proporção da liga de bronze-alumínio segundo tabela do Decreto-Lei nº 4.791, de 5/10/1942, para as moedas de 1, 2 e 5 cruzeiros (adaptada)

                            Composição          tolerância

                            Milésimos             Milésimos

                            900 cobre             20 cobre

                            80 alumínio          10 alumínio

                            20 zinco                20 zinco

Fonte: Decreto-Lei nº 4.791, de 5/10/1942[12]

A tabela do decreto nos indica — pelo menos para a primeira família do cruzeiro — a composição da liga[13]. O mesmo dispositivo previa ainda que as moedas de 10, 20 e 50 centavos seriam de cuproníquel 88-12, ou seja, 880 milésimos de cobre e 120 milésimos de níquel; o resultado é uma liga ligeiramente amarelada, que ficou conhecida entre os colecionadores como níquel rosa. O níquel rosa também foi usado em 1942 na última série de réis, nas moedas de 100, 200, 300 e 400 réis[14]. Porém, o Decreto-Lei nº 5.375, de 5 de abril de 1943[15], estabelece que as moedas de 10, 20 e 50 centavos tenham a mesma liga das outras moedas da série, o que encerra a curta carreira do níquel rosa no meio circulante do país.

A inflação acumulada até meados dos anos 1950 fez com que o bronze-alumínio fosse abandonado e substituído pelo alumínio. Em 1956, uma portaria do Ministério da Fazenda introduz alterações na série vigente. As peças de 10 e 20 centavos manteriam as mesmas dimensões das de bronze-alumínio, mas passariam a ser de alumínio — 99,5% alumínio e 0,5% de outros metais[16]. Segundo a mesma portaria, as moedas de 50 centavos, 1 e 2 cruzeiros mantiveram a liga de bronze-alumínio, mas sofreram redução de módulo; essas três novas peças foram efêmeras. Já em 1957, emitiram-se moedas dos três valores de alumínio, com as dimensões da série antiga.

Em 1965, mais duas peças de alumínio se juntariam à série: 10 e 20 cruzeiros. Além de uma moeda de 50 cruzeiros, de cuproníquel, a última da série do primeiro cruzeiro.

Com a reforma monetária do fim dos anos 1960, uma nova série de moedas foi planejada. Em 1968, entraram em circulação as moedas divisionárias do cruzeiro novo (um cruzeiro novo equivalia a mil cruzeiros antigos); as moedas de 10 e 20 centavos eram de cuproníquel 75-25, ou seja, não eram novidade. Porém, as moedas de 1 cruzeiro (de 1970 e 1972) e a de 50 centavos (1967[17]) eram de níquel, as únicas do meio circulante brasileiro de níquel puro.

Essa nova família traz algo mais inédito que o níquel: o aço inoxidável, material que começa aí sua longa e produtiva jornada na numismática brasileira. As moedas de 1, 2 e 5 centavos são de aço inox.

A escolha pelo novo material não foi algo unânime. Segundo Deane (1968), o recém-criado Banco Central cogitou algumas possibilidades para as três menores moedas da nova família. Inicialmente se pensou no alumínio, mas este “não é um metal atrativo do ponto de vista numismático. […] não há dignidade em uma moeda de alumínio” (DEANE, 1968: 178). Outra opção, ainda segundo Deane (1968), era o uso de clads (“sanduíches” de metal), como eram as moedas de pfennig alemãs do pós-guerra até a introdução do euro (bronze-aço-bronze).

Embora ainda não tenham sido consultadas as especificações da Casa da Moeda para o aço utilizado, é possível, por meio de consultas a manuais específicos ter ideia de que tipo de aço se trata. Tendo em vista que “os aços inoxidáveis são ligas de ferro (Fe), carbono (C) e cromo (Cr) com um mínimo de 10,50% de cromo” (CARBÓ, 2008: 7), deduz-se que o tipo de aço inoxidável das moedas brasileiras deve ser o de ferrítico 430; os aços inoxidáveis ferríticos são caracterizados como

[…] ligas ferro-cromo contendo de 12% a 17% de cromo com baixo teor de carbono. Não são endurecíveis por tratamento térmico. São magnéticos e apresentam boa resistência à corrosão em meios menos agressivos, boa du­tilidade, razoável soldabilidade. O trabalho a frio os endurece moderadamente. (KLOECKNER, 2011: 60)

A série 400 é a dos aços inoxidáveis ferríticos, aços magnéticos com estrutura cúbica de corpo centrado, basicamente ligas Fe-Cr. (CARBÓ, 2008: 13)

A utilização do aço inoxidável ferrítico AISI 430 para cunhagem é afirmado por Kloeckner (2011: 61) e Carbó (2008: 34). Um exemplo de composição do AISI 430 foi extraída de Siqueira et al. (2007)[18], em amostra de aço fornecida pela Acesita S.A.: 16% de cromo, 0,02% de carbono, 0,02% de níquel, 0,39% de nióbio, 0,19% de manganês, 0,3% de silício, 0,002% de enxofre, 0,03% de fósforo e 0,005% de alumínio; as porcentagens são referentes a peso. Considerando que todos os outros elementos somam quase 1% (0,927%), podemos considerar, para o escopo numismático, o aço inoxidável AISI 430 como 83% ferro, 16% cromo e 1% de outros elementos. De acordo com as normas AISI, ABNT e DIN referentes, o aço inoxidável ferrítico 430 apresenta a composição: 16-18% de cromo, 1% de manganês, 0,75% de silício, 0,12% de carbono, 0,04% de fósforo e 0,03% de silício, o que dá algo entre 82-80% de ferro, 16-18% de cromo e 1,94% de outros elementos[19].

O uso do aço AISI 430 para cunhagem no Brasil é assinalado também por Sardana e Pikle (1989: 264-265).

Os primeiros testes com o novo metal datam de 1966. Amato (2012) aponta ensaios daquele ano para as moedas de 1, 2 e 5 centavos. No ano seguinte, há ensaio da moeda de 10 centavos. As mesmas peças são apontadas por Cuhaj e Michael (2013). O aço inoxidável ferrítico AISI 430 mostra-se o candidato perfeito para os testes pela alta resistência à corrosão e pelo aumento da dureza quando trabalhado a frio, justamente o caso da cunhagem.

Com o passar dos anos e com a inflação, algumas alterações começaram a aparecer nesta série. A peça de 50 centavos de 1970 passa a ser de cuproníquel e, as emissões de 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979, de aço inox. As mesmas alterações valem para a moeda de 20 centavos. A moeda de 10 centavos passa a ser de inox a partir da emissão de 1974 até 1979. A de um cruzeiro passa a ser de cuproníquel de 1974 a 1978, último ano de emissão.

A substituição do cuproníquel pelo aço inoxidável só pode ser atribuída ao custo menor deste, estimado em cerca de um sétimo daquele, além do dobro da vida útil devido à maior dureza do aço comparada à do cuproníquel 70-30 (SARDANA; PIKLE, 1989:266).

A entrada em vigor da segunda família do segundo cruzeiro marca o reinado absoluto do ano para o meio circulante comum até 1997. As novas peças de 1 cruzeiro (1979), 5 cruzeiros (1980), 10 cruzeiros (1980), 20 cruzeiros (1981) e 50 cruzeiros (1981) são todas de aço. Todas as moedas emitidas para o meio circulante comum entre 1979 e 1997 são de aço inox; são peças de sete padrões monetários diferentes.

Com a estabilização da economia, foi introduzida, em 1998, a segunda família do real, para que substituísse, lentamente, a série precedente, toda de aço inox. Foram emitidas peças no mesmo padrão anterior: 1 centavo, 5 centavos, 10 centavos, 25 centavos, 50 centavos e 1 real.

A série era toda novidade até então. O Brasil nunca havia emitido moedas eletrorrevestidas. As peças e 1 e 5 centavos são de aço eletrorrevestido de cobre; as de 10 e 25, de aço eletrorrevestido de bronze; o cuproníquel volta na moeda de 50 centavos. Uma peça por ora única na numismática brasileira é a moeda de 1 real, bimetálica, com centro de cuproníquel e anel externo de alpaca.

As peças eletrorrevestidas, os ditos discos tipo III (AFONSO et al., 2008:1845), são invenção do Canadian Royal Mint nos anos 1970[20] e são também usadas no Reino Unido desde 1983[21].

O aço usado como substrato para as peças eletrorrevestidas é o aço baixo-carbono SAE 1006/1008, ou seja, aço com teor de carbono entre 0,06% e 0,08% de carbono; a camada de cobre das moedas de 1 e 5 centavos tem 35 micrômetros de espessura (SILVA; AFONSO, 2008) e é 100% do elemento (CARA,2003). As peças de 10 e 25 têm eletrorrevestimento de cobre-estanho 88-12 (CARA, 2003), o que equivale ao bronze SAE 620 ou ao SAE 62[22], conhecido pelo nome comercial de bronze fosforoso[23].

As moedas de 50 centavos e 1 real, a partir de 2002, tiveram alteração na sua composição,  já que

[a] perspectiva de aumento estava próxima dos 70%, buscaram-se alternativas que resultaram na decisão de substituir por aço inoxidável o cupro-níquel utilizado para cunhar a moeda de R$ 0,50 e o núcleo da moeda de R$ 1; e a alpaca, presente no anel da moeda de R$ 1, por aço eletrorrevestido de bronze. (BANCO CENTRAL, 2001: 86)

O anel externo da moeda de 1 real é de bronze fosforoso também[24], se bem que aparentemente mais amarelado do que aquele usado nas moedas de 10 e 25 centavos, alegadamente da mesma liga.

 

Bibliografia

AFONSO, J. C.; SILVA, A. I. F. da; SOBRAL, L. G. S. Avaliação do efeito da concentração de carbonato na eletrodeposição de cobre sobre discos de aço-carbono.  In: Química Nova, Vol. 31, No. 7, 1843-1850, 2008.

AMATO, A.; NEVES, I; RUSSO, A. Livro das moedas do Brasil – 1643 até 2012. 13ª Ed. São Paulo, 2012

BANCO CENTRAL DO BRASIL. 500 anos do dinheiro no Brasil. 2ª Ed., 2000.

________. Relatório da Administração 2001. Banco Central do Brasil, 2001.

CARA, D. V. C. Avaliação das resistências à corrosão e abrasão das novas moedas do real como pré-requisitos na definição da vida útil das mesmas em uso contínuo. Anais da IX Jornada da Jornada de Iniciação Científica. Centro de Tecnologia Mineral, Rio de Janeiro: 2003. Disponível em http://www.cetem.gov.br/publicacao/serie_anais_XI_jic_2003/08_Diego_Valentim_JIC_2003.pdf, acessado em 16/11/2014

CARBÓ, H. M. Aços inoxidáveis: aplicações e especificações. AcelorMittal Inox Brasil, São Paulo: 2008

CAPOCCHI, E. R. Uma perspectiva histórica do início do uso de níquel em moedas. In: Boletim da Sociedade Brasileira de Numismática, 66. Verão de 2010, São Paulo. pp. 27-34

CUHAJ, G. MICHAEL, T. Standard Catalog of World Coins 1801-1900. 4ª ed. Krause Publications: Iola, 2004.

CUHAJ, G. MICHAEL, T. Standard Catalog of World Coins 1901-2000. 41ª ed. Krause Publications: Iola, 2013.

DEANE, D. V. Modern coinage systems. In: British Numismatic Journal nº 37. London: 1968. pp. 175-182.

KLOECKNER METALS. Manual Técnico de Aço Inoxidável. 2011. Disponível em http://www.kloecknermetals.com.br/pdf/3.pdf, acessado em 16/11/2014

SARDANA. V. P.; PIKLE. D. A. Ferritic stainless steel – A coinage material. In: Bulletin of Materials Science. Vol. 12, nos 3 & 4. Bangalore, 1989. pp. 263-270.

[1] Decreto nº 4.019, de 20/11/1867. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-4019-20-novembro-1867-554319-norma-pe.html, acessado em 2/11/2014

[2] Decreto 5.469, de 19/11/1873. Disponível em http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=84299&tipoDocumento=DEC&tipoTexto=PUB, acessado em 2/11/2014.

[3] BANCO CENTRAL DO BRASIL. 500 anos do dinheiro no Brasil. 2ª Ed., 2000.

[4] Segundo BANCO CENTRAL, a cunhagem começou em 1870, mas AMATO, A. NEVES, I e RUSSO indicam que somente há peças a partir de 1871, o que é confirmado por CUHAJ e MICHAEL, 2004. O equívoco deve ser pelo fato de as peças trazerem a data do decreto que as autorizou, o 1817, de 3 de setembro de 1870.

[5] Como se pode observar no § 1º do decreto de 1870, era prevista uma moeda de 50 réis, da qual foram emitidos pouquíssimos exemplares em 1871 — o que se deduz de seu valor de catálogo —, mas que acabou sendo cunhada em quantidades consideráveis apenas a partir de 1886. Deduz-se que tal seja pela existência da moeda de 40 réis, cunhada de 1868 a 1880.

[6] IMPÉRIO DO BRASIL. Decreto nº 1.817, de 3 de setembro de 1870.  Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-1817-3-setembro-1870-552635-publicacaooriginal-70011-pl.html acessado em 30/10/2014

[7] Para 100, 200 e 400 réis, KM#503, 504 e 505; Amato V054, V055 e V056

[8] Amato V122, V122a, V122b e V122c e KM#521.1, 521.2 para 500 réis e Amato V123 e KM#522.1 e 522.2 para 1.000 réis.

[9] Decreto 4.555, de 10/8/1922. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-4555-10-agosto-1922-568201-norma-pl.html acessado em 30/10/2014. O decreto é relativo às dotações orçamentárias da União para 1922.

[10] Decreto nº 16.409, de 12/3/1924. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-16409-12-marco-1924-512527-publicacaooriginal-1-pe.html acessado em 2/11/2014

[11] Lei nº 128, de 6/12/1935. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1930-1949/L0128.htm, acessado em 2/11/2014.

[12] Decreto-Lei 4.791, de 5/10/1942. Disponível em http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=3577, acessado em 30/10/2014

[13] Apenas recordando que essa liga prevista pela legislação não atende à norma contemporânea, prevista na ISO 428:1983. A liga mais próxima seria a CuAl8, mas, nas seis variantes previstas, a proporção de zinco não é superior a 5 milésimos.

[14] “The 1942 issue has a yellow cast due to higher copper content.” A observação consta de Cuhaj e Michael (2013) para os 100 réis (KM#544), 200 réis (KM#545), 300 réis (KM#546) e 400 réis (KM#547), embora yellow seja questionável.

[15] Decreto-Lei nº 5.375, de 5/4/1943. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5375-5-abril-1943-415307-publicacaooriginal-1-pe.html, acessado em 30/10/2014

[16] Portaria n° 333, de 10/12/ 1956. Diário Oficial da União de 14/12/1956.

[17] Apesar de trazerem a data de 1967, as moedas só começaram a circular em 1968. Todos os valores da série, exceto o um cruzeiro, têm exemplares de 1967.

[18] SIQUEIRA, R. P. de. Recristalização do aço AISI 430 com estrutura colunar de grãos. Revista Escola de Minas, vol.60 nº 1. Ouro Preto: jan/mar 2007. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0370-44672007000100018&script=sci_arttext, acessado em 16/11/2014

[19] Disponível em http://www.ggdmetals.com.br/cat/INOX_FER.pdf, acessado em 16/11/2014

[20] As primeiras foram cunhadas pelo Canadian Royal Mint, nos anos 1970 (AFONSO et al., 2008).

[21] aRMour – Plated steel coins and blanks. The Royal Mint, 2012. Disponível em http://www.royalmint.com/~/media/PDF/ArmourBrochure.ashx, acessado em 16/11/2014

[22] Tabela de ligas de cobre disponível em http://www.catmetalmecanica.com.br/Arquivos/CATLigasCobre.pdf, acessado em 16/11/2014

[23] Aplicações comerciais disponíveis em http://www.dubronze.com.br/bronze.php, acessado em 16/11/2014

[24] VIEGAS, L. S. Avaliação da taxa de corrosão das moedas da família do real. Trabalho de Conclusão de Curso. UFRGS, Porto Alegre: 2013 (p. 16)