Um redesenho do nosso IR

Há alguns dias, propusemos um índice de referência para dar uma ideia quantitativa da escassez ou da abundância de determinada peça de circulação comum.

A ideia inicial era simplesmente tomar a emissão anual (EA) de uma peça e dividi-la pela quantidade de habitantes (público possível; PP) estimada no país naquele ano, o que nos dá a quantidade de moedas per capita, multiplicado por mil, para não encher o índice de decimais.

A fórmula é:

IR = (EA/PP)*1000

Exemplo:

A moeda de 500 cruzeiros de 1992 teve emissão de 250 milhões de peças, segundo o catálogo Bentes. O PP, ou seja, a população do país naquele ano, está estimado em 155.379.000, logo, temos uma proporção de 1,61 peça/habitante, o que daria um IR de 1.610 pontos.

Quais seriam os desenvolvimentos, então? Resolvemos reduzir o índice a valores fixos, estipulando 0 para as moedas muito comuns e 1000 para as raras. Para isso, pesquisamos qual teria sido a moeda mais emitida no Brasil e o resultado foi a moeda de 10 cruzeiros de 1991, com 947,9 milhões de exemplares. Tendo em vista que a moeda foi emitida no auge do período inflacionário e que a tendência da população brasileira (e a demanda por moeda metálica) tende a estabilizar-se em 2036 (dado do IBGE), tomou-se essa peça como o número máximo possível.

Fazendo nosso IR inicial, teremos 6,198 peças/habitante, com um PP estimado em 152.916.900, o que dá um IR de 6.198,8. Como é a peça mais emitida, invertendo a escala, 6,2 peças/habitante será nosso 0.

Para o novo IR, fazemos:

IR = [(6,2-y)*1000]/6,2 , onde:

y = quantidade per capita da peça, como obtido no índice anterior

Vamos exemplificar com a peça de 500 cruzeiros de 1992, com emissão de 105 milhões para um PP de 157.802.200, o que dá 0,665 peça/habitante; logo:

IR = [(6,2-0,665)*1000]/6,2 = 740,5 pontos

Para entender o índice, recorremos a esta pequena escala; basta exemplificar com a metade superior:

índice

Esse índice que propomos não quer substituir as classificações existentes, mas sim ajudar o colecionador, principalmente o iniciante, a entender a lógica que torna uma moeda de circulação comum rara e/ou escassa.

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3 comentários sobre “Um redesenho do nosso IR

  1. Olá, agora consegui entender bem como funciona o índice e acredito que irá ajudar sim os colecionadores. Seria legal montar este índice para as moedas das olimpíadas onde tem muitas pessoas colecionando.

  2. Ola!!! achei fantastico o modo como voce achou para definir a raridade ou ñ de uma peça.Mas, infelizmente, penso que ouve um erro na soma pois o mesmo calculo que eu faço nao bate com o seu.O meu calculo da esse valor:8927419355 enquanto o seu é 740.5 estou eu errado?

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