Conheça a nova cédula de 20 francos suíços (clipping)

Por Catherine Bosley (original)

10 de maio de 2017 – 6h27 Hora de Brasília

O Banco Nacional da Suíça leva o dinheiro a sério.

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O vice-presidente do Banco Nacional da Suíça, Fritz Zurbruegg, anuncia a nova cédula de 20 francos (foto: Michele Limina/Bloomberg).

A instituição mal venceu o prêmio de cédula do ano, com a peça de 50 francos, e já apresentou o desenho da nova nota de 20 francos, na última quarta-feira, considerada pelo vice-presidente do Banco, Fritz Zurbruegg, a mais segura do mundo.

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Com coloração predominantemente vermelha e com o tema da luz e da cultura, a nova cédula, feita de papel de algodão com um núcleo de polímero, entrará em circulação em 17 de maio.

“A nota de 20 francos foca na criatividade da Suíça, destacando a cena cultural e artística vibrante em várias áreas”, disse Zurbruegg em uma cerimônia em Berna.

A nota de 20 segue-se à introdução da nova cédula de 50 francos, que foi considerada a cédula do ano de 2016 por um grupo internacional de especialistas, batendo outros dezoito competidores, incluindo a controversa nota de 5 libras do Banco da Inglaterra. A nova série suíça mostra elementos da natureza em vez de retratos de figuras históricas do país.

A nova nota de 20 tem quinze elementos de segurança, incluindo um globo que muda de cor, um mapa da Suíça prateado e uma cruz que se transforma na bandeira do país.

Em resposta sobre por que a nota seria a mais segura do mundo, Zurbruegg respondeu com uma risadinha: “Eu reivindico o título”.

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O meio circulante do real

Muita especulação e muito achismo aparecem quando se fala no meio circulante do real, segundo padrão monetário de maior duração desde 1942, contando, em dezembro de 2017, com 23 anos e cinco meses, prestes a ultrapassar o primeiro cruzeiro, esse sim, o padrão mais duradouro no pós-1942, vigente de outubro de 1942 a fevereiro de 1967, contando 24 anos e cinco meses; marca que o real alcançará em novembro de 2018.

Nesses quase 23 anos e meio de real, houve alterações substanciais no meio circulante. Em julho de 1994 foram lançadas uma série de cédulas e uma série de moedas para circulação provisória. A segunda família de moedas, que pôs fim ao reinado absoluto de quase vinte anos do aço inox, entrou em circulação em 1º de julho de 1998, quarto aniversário do padrão. A série de cédulas foi sendo substituída em três etapas, entre 2010 e 2013.

O fato de terem sido lançadas novas séries de cédulas e moedas não quer dizer que as primeiras versões não tenham mais validade.

A primeira família de cédulas, lançada em 1994, contava com as peças de 1, 5, 10, 50 e 100 reais. A cédula de 2 reais foi introduzida em 13 de dezembro de 2001, e a de 20, em 27 de julho de 2002. A numária brasileira não via cédulas com múltiplo de 2 desde o lançamento da cédulas de 200 cruzados novos, que comemorava os cem anos da Proclamação da República, em 1989.

A primeira família de moedas foi lançada também em julho 1994 e contava inicialmente com as peças de 1, 5, 10, 50 centavos e 1 real. A moeda de 25 centavos, provavelmente um protótipo para uma possível segunda família, foi lançado em setembro daquele ano.

Vamos então a alguns mitos e boatos que há a respeito da numária do real.

A moeda de centavo não vale mais.

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Falso. Embora sua produção tenha sido descontinuada a partir de 2005, a moeda segue tendo curso legal, ou seja tem valor e tem de ser aceita como meio de pagamento (até o limite de cem vezes seu valor de face). E isso vale tanto para as moedas de aço da primeira família como para as de aço eletrorrevestido de cobre da segunda.

As moedas de aço não valem mais.

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Parcialmente falso. Todas as moedas emitidas a partir de 1994 têm valor legal, exceto a de 1 real da primeira família, que foi demonetizada em 23 de dezembro de 2003; é a única sem valor. As outras continuam tendo poder de compra.

As moedas verdadeiras são atraídas pelo ímã.

Parcialmente falso. Entre 1998 e 2001, foram emitidas moedas de 50 centavos e 1 real, de cuproníquel e de anel de alpaca e miolo de cuproníquel, respectivamente. Esses metais são amagnéticos, ou seja, não são atraídos pelo ímã. Em 2002, por conta dos custos de produção, o Banco Central trocou por aço os metais das moedas citadas.

 Qualquer moeda fora dessas datas (1998-2001) e não magnéticas, sim, são falsas.

A cédula de 1 real não vale mais.

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Falso. A produção da cédula de 1 real foi descontinuada em 2005 — fato por que não há cédula de 1 real na segunda família —, mas as que ainda estiverem em mãos dos usuários podem ser usadas e devem ser aceitas, pois têm valor legal.

A cédula de 10 reais de plástico é falsa/não vale mais.

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Em 2000, o Banco Central emitiu uma cédula de polímero que comemorava os 500 do descobrimento do Brasil, bem diferente da série então vigente. Tratou-se de um teste de material para a segunda família, mas que não vingou. Embora praticamente não sejam mais vistas em circulação, continuam tendo valor legal e devem ser aceitas por comércio e setor bancário.

Meu primo/vizinho/amigo me disse que as moedas das olimpíadas valem R$ 50 cada.

Falso. Das moedas comemorativas do real, podem chegar a ter valor considerável a de 1 real dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1998), com 600 mil exemplares, e o chamado real da Bandeira Olímpica (2012), com 1 milhão de exemplares. As de 10 e 25 centavos da FAO, de 1995, também podem chegar a valer algo. Todas as outras, incluindo as das modalidades olímpicas (2015-2016), do Juscelino Kubitschek (2002), dos 40 anos do BC (2005) e dos 50 anos do BC (2015) foram emitidas todas em quantidades superiores a 10 milhões, o que não faz delas raridades.