Dez centavos – “poor strike”

É já notório que as moedas de real acumulam um rol considerável de anomalias. Neste artigo, queremos registrar uma que, ao que parece, é muito comum às moedas de 10 centavos. Trata-se do que em inglês é designado como poor strike, ou “cunhagem fraca”.

É um problema que pode afetar qualquer moeda, mas o que chama a atenção é como ele aparece na peça em questão. Trata-se de uma falha em que a cunhagem do reverso fica bem “rasa” no segundo quarto sentido horário, ou na posição 4-6 horas. O defeito atinge a visibilidade da esfera da bandeira nacional e o final do dístico “centavos”, mais especificamente as letras o e s. Em alguns casos, chega a atingir a estrela mais baixa do Cruzeiro.

A qualidade das fotos não é das melhores, mas vê-se bem, à esq., a peça de 2012 apresentando o problema descrito de maneira suave. à dir., na peça de 2008, de maneira mais acentuada, já que sequer há traço da letra s.

Em nosso pequeno acervo dessas moedas, cerca de 120, achamos dezessete peças em que o problema aparece, em vários graus, nas eras 1998, 2001-5, 2007, 2008, 2010, 2012, 2013 e 2016.

Na amostra, houve uma prevalência das eras 2005, 2007 e 2008, com três peças poor strike cada. Para 2002, houve duas e, para o restante, apenas uma.

Em algumas peças, na mesma posição reverso, a falha pode aparecer no anverso, sendo muito visível no “achatamento” do nariz do busto de Dom Pedro I.

10 cents anv

Anverso das mesmas peças fotografadas acima; à dir., a peça de 2008 — ignorar a raspada provocada pela circulação, em cinza — e à esq., a peça de 2012. Tendo em vista outros detalhes do relevo da moeda, não é possível atribuir o “sumiço” dos detalhes apenas ao desgaste por conta da circulação.

Não sabemos o que pôde causar o problema. Deformação do cunho? Desgaste desse? O que podemos afirmar é que se trata de problema recorrente, que pode afetar entre 10% e 15% das peças (porcentagem empírica). Não se pode atribuir o problema a desgaste, pois, em nossa amostragem há peças mesmo em AU-58 e MS-60.

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Dez cruzados era 1988 – anverso B

Nossos anos hiperinflacionários parecem não ter surpresa. Uma quantidade considerável de moedas e famílias foi lançada entre 1979 e 1993; são peças comuns, que chegam mesmo a ser tratada como lixo pelos colecionadores. Mesmo que uma peça tenha sido lançada às centenas de milhões, isso não a impede de guardar alguma surpresa.

Hoje falaremos da peça de 10 cruzados, lançada em 29 de setembro de 1987. A moeda em questão completou a série posta em circulação em 23 de junho de 1986, e tem apenas duras eras: 1987 — 131,5 milhões de exemplares — e 1988 — 608.736.000.

A novela da peça de 10 cruzados é narrada por Caffarelli (2002). Em 28 de janeiro de 1981, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprova a criação da moeda de 10 cruzados, em substituição à cédula do mesmo valor, cujas características seriam posteriormente definidas, iniciando uma nova linha de moedas.  Em março, porém, autoriza-se cunhagem da moeda de 10 cruzados com as mesmas características básicas da família de moeda em circulação, até que, em 2 de setembro é autorizada a cunhagem. O Comunicado MECIR nº 33, de 25 de setembro de 1987, informa que, a partir de 29 de setembro, a peça será posta em circulação.

Logo, a “baixa” tiragem de 1987 justifica-se em razão de a moeda ter sido cunhada em apenas uma parte do ano.

A variante para 10 cruzados era 1988 que propomos tem uma diferenciação no anverso na peça. O Cruzeiro do Sul que consta do escudo do brasão d’armas apresenta variação na era supracitada. O assunto, embora só tenhamos trazido à baila agora, é tema ao qual vimos muito nos dedicando.

Observem-se as moedas abaixo.

Da esq. para a dir: 1987, 1988 A e 1988 B (fonte: acervo do autor).

Na sequência, temos uma moeda era 1987 e duas era 1988. Note-se que as linhas que delimitam as estrelas na peça indicada como 1988 B são muito mais fortes que nas duas primeiras. Não se pode atribuir às duas primeiras desgaste. A moeda de 10 cruzados entrou em circulação em setembro de 1987 e circulou, tecnicamente até 16 de março de 1990, quando foi desmonetizada pela Resolução Bacen nº 1.689, de 18 de março de 1990 (BC, 1990), sendo descontinuada ainda em 1988 e substituída pela moeda de 1 centavo de cruzado novo, em circulação desde 28 de abril de 1989.

Portanto, estamos falando de peças que tinham cerca de dois anos em circulação, possivelmente em volume menor a partir de 1989, já que seu valor era irrisório e fora ainda substituída por uma moeda equivalente de dimensões bem menores. Além do mais, não se notam outras alterações no anverso a não ser as estrelas do Cruzeiro.

O que pode ter havido é a questão de desgaste dos cunhos, o que motivou a alteração; ou simplesmente uma mudança para ressaltar o detalhe. O que chama ainda a atenção é a quantidade menor de moedas com o possível anverso B; em um universo de 120 peças analisadas, apenas doze mostravam as estrelas bem demarcadas, criando uma proporção empírica de 1:10, o que indica que tal alteração deu-se nos últimos tempos de cunhagem.

Referências

BC – Banco Central. Resolução n. 1689, de 18 de março de 1990. Disponível em: <https://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/downloadNormativo.asp?arquivo=/Lists/Normativos/Attachments/44905/Res_1689_v2_L.pdf&gt;. Acesso em: 12 mar. 2019.

CAFFARELLI, E. V. As moedas do Brasil desde o Reino Unido 1818-2000. 2. ed. São Paulo: Edição do autor, 2002. Disponível em: <https://www.vergaracaffarelli.it/styled-9/files/2002—as-moedas-do-brasil..pdf>. Acesso em: 22 fev. 2019.

Cronologia da numária do real

Tendo em vista há anos em que determinadas moedas não foram emitidas, este texto tem por intenção ajudar o colecionador a não procurar peças que não existem; basicamente traz o que foi e o que não foi emitido desde 1994.

Primeira família

1994 – Temos o set completo com seis valores em aço inoxidável, 1, 5, 10, 25, 50 centavos e 1 real. Todos os valores começaram a circular em julho de 1994, exceto o de 25, que foi incorporado à série em setembro. É a única era de emissão da moeda de 1 real.

1995 – Não foi emitida a peça de um real. São emitidas as peças de 10 e de 25 centavos da série FAO.

1996-7 – Não foram emitidas as peças de 25, 50 centavos e 1 real.

Segunda família

1998 – São emitidos todos os valores, com novos tamanhos e ligas: 1 e 5 centavos, de aço eletrorrevestido de cobre; 10 e 25 centavos, de aço eletrorrevestido de bronze fosforoso; 50 centavos, de cuproníquel; e 1 real, de anel externo de alpaca e miolo de cuproníquel. As peças celebram grandes nomes da história nacional e a República. É emitida também a peça de 1 real que celebra os 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

1999 – Não é emitida a moeda de 50 centavos.

2000-1 – Não é emitida a moeda de 1 real.

2002 – Todos os valores são emitidos. Alterações nas peças de 50 centavos, que passa a ser de aço inoxidável, e na de 1 real, que passa a ter o anel de aço eletrorrevestido de bronze e o miolo de aço inoxidável. Moeda comemorativa de 1 real alusiva ao centenário natalício do presidente Juscelino Kubitschek.

2003 – Todos os valores são emitidos.

2004 – Não é emitida a peça de 50 centavos. Último ano de emissão da moeda de 1 centavo.

2005 – A família passa a ser composta pelas peças de 5, 10, 25, 50 centavos e 1 real. Real comemorativo dos 40 anos do Banco Central.

2006-14 – Todas as peças são emitidas.

2012 – 1 real da Bandeira Olímpica.

2014 – Primeiro conjunto de quatro peças de 1 real celebrando as Olimpíadas do Rio: atletismo, natação, paratriatlo e golfe.

2015 – Real celebrando os 50 anos do Banco Central. Segundo e terceiro conjuntos de quatro peças de 1 real celebrando as Olimpíadas do Rio; segundo conjunto: basquete, vela, paracanoagem e rúgbi; terceiro conjunto: futebol, vôlei, atletismo paraolímpico e judô. Não é emitida a peça de 1 real comum (efígie da República).

2016 – Quarto conjunto de quatro peças de 1 real celebrando as Olimpíadas: boxe, natação paraolímpica, mascote Tom e mascote Vinícius.

2016-18  – Todas as peças são emitidas.

P. S.: agradecemos ao leitor João Vianney Albertin, que nos alertou da falta da peça de 1 real da Bandeira Olímpica.

Paranumismática – Moeda de 5 reais

Em nossas pesquisas para algo que possa a vir a ser uma obra interessante, de umas cem páginas, nos deparamos com algo inusitado: algumas menções a uma peça metálica, ou melhor bimetálica, de 5 reais. E o fato deu-se nos primeiros anos do plano, entre o começo de 1995 e o de 1996.

* * *

Moeda de 5 reais. O texto do Jornal do Commercio [16 fev. 1996] diz ainda que o Banco Central tinha a intenção de cunhar uma moeda de 5 reais, ideia que, obviamente, não vingou; Miriam Lage[1], em sua coluna no Jornal do Brasil, informa, quase um ano antes, em janeiro de 1995, que o então presidente da Casa da Moeda, Danilo Lobo, entregaria até o final daquele mês o projeto de uma nova família do real, incluindo uma moeda de 5 reais bimetálica; o projeto de Lobo, ao que parece, difere da segunda família efetivamente lançada, pois previa o uso de “cobre, aço e latão”, mesmo partindo do princípio que “cobre” e “latão” signifiquem moedas eletrorrevestidas desses metais, há aí a presença do aço, que não entrou na primeira emissão da segunda família do real, e voltaria apenas nas remodelações das peças de 50 centavos e 1 real feitas em 2002.

Em fevereiro de 1996, o diretor [de Administração do Banco Central] Carlos Eduardo Tavares de Andrade informava ao Jornal do Brasil sobre “a vedete da nova coleção”, uma moeda de 5 reais, “que será maior que todas as outras e será bimetálica”[2].

* * *

Claro está que essa moeda nunca foi emitida e, ao que parece, nem mesmo ensaio dela há, mas pode ser que haja um desenho preliminar, uma ideia, guardado nos arquivos do BC ou da Casa da Moeda, já que Lobo apresentou efetivamente um projeto.

* * *

[1] LAGE, M. Informe Econômico (coluna). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 14 jan. 1995, p. 3.

[2] JORNAL DO BRASIL. Governo vai lançar novas moedas. Rio de Janeiro, 16 fev. 1996, p. 10.

Anversos A e B da peça de 5 centavos da segunda família do real: mais um capítulo

Começamos a catalogar nossa coleção pelas moedas do real; o primeiro passo de um processo que será longo e moroso. Porém, como é possível ver pelas postagens deste blogue, as peças do real têm variantes e curiosidades que enriquecem uma trajetória que, inicialmente, parece retilínea e sem graça.

Quando me debrucei sobre as moedas de 5 centavos, evidentemente que me lembrei dos dois anversos da peça, A e B, e que, para a era 2007, duas peças que devem estar na coleção. Mas será que uma é mais difícil de encontrar que a outra? Empiricamente, foi-nos possível detectar que a relação do anverso B com o A era de mais ou menos 1:7, ou seja, para cada moeda B produzida em 2007, haveria sete com o anverso A.

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Ambas as moedas são de 2007; à esq., o novo anverso, usado a partir desse ano. À dir., o anverso antigo, mais marcado, usado até 2007.

Mas isso era mero empirismo, e nossa amostra não passou de 150 peças. Resolvemos consultar o Banco Central (BC) — que é o ente responsável pela emissão das moedas —, que repassou a questão para a Casa da Moeda. Aliás, sempre que for necessário fazer alguma demanda sobre meio circulante, o ideal é contatar o BC, pois, se se entra em contato como a Casa da Moeda, ou seja, o fabricante, a instituição costuma alegar que não pode dar informações sobre os produtos encomendados por um cliente — no caso, o BC.

Fizemos a consulta sobre a questão dos anversos, que ficou registrada sob o protocolo de nº 2018482263; a questão foi respondida pelo próprio BC, nos seguintes termos:

“O cunho da moeda de 5 centavos foi alterado no final de 2007, não é possível precisar a data exata. Uma pequena quantidade de moedas com era 2007, cuja quantidade exata também não foi possível apurar, e todas moedas a partir de 2008 foram produzidas com os novos cunhos”.

Embora não haja a data exata, a expressão “final de 2007”, algo que podemos interpretar como o último quadrimestre, trimestre ou bimestre do ano. Ou seja, é natural que haja mais moedas com reverso A do que com reverso B. Além do mais, a expressão “uma pequena quantidade” justifica nossas hipóteses.

Deixamos aqui registrados nossos agradecimentos às equipes do BC e da CMB por responderem nosso questionamento.

As moedas plásticas da Transnístria

Este blogue já tratou em outra ocasião da Transnístria, uma pequena faixa da Moldávia Oriental que é de facto independente do resto do país, embora tenha reconhecimento internacional limitado.

Como todo Estado que se preza — reconhecido ou não — a Transnístria tem sua própria moeda, o rublo transnistriano, que, desde 2000, está em sua terceira edição. Na taxa oficial de câmbio, um rublo vale por volta de R$ 0,233 [janeiro de 2018], o que equivale a 1 USD = 16,5 rublos. Claro fique que essa é a taxa oficial de câmbio [fonte].

Embora o rublo transnistriano tenha aceitação semilimitada dentro do próprio país — circulam comumente o leu moldavo e a grivnia ucraniana —, ele é a moeda oficial dessa pequena nação e é emitido pelo Bank Pridnestrov’ja (traduzido como Priednestrov Republican Bank – Banco da República da Transnístria – PRB).

Como o país não tinha casa da moeda, as peças metálicas foram batidas em outras instituições, como a Minnica Polska, em Varsóvia. Em 2001, essa relação da fabricante polonesa — empresa cujo capital é detido pelo governo da Polônia — gerou um imbróglio diplomático entre a Ucrânia e a Polônia, quando as forças de segurança deste último país interceptaram um carregamento de moedas transnistrianas.

As moedas metálicas de circulação comum têm todas datas de 2000, 2002 e 2005, o que indica que foram batidas até 2005, muito provavelmente pela mesma Minnica Polska.

O papel-moeda já se imprimia em Tiraspol, capital do país, mas as moedas vinha de fora. No final de 2005, o governo transnistriano abriu sua própria casa da moeda, embora as moedas metálicas emitidas após essa data sejam apenas peças comemorativas.

O que chama a atenção é que, em 2014, o PRB lançou moedas de material plástico. O uso de materiais alternativos nos remete às Notmünze alemãs — emitidas durante a Primeira Guerra Mundial e no pós-guerra imediato, algumas chegaram a ser feitas de porcelana ou eram invólucros com um selo postal dentro — e aos Sales Tax tokens, emitidos por alguns Estados dos Estados Unidos.

À esq., Notmunze de 50 pfennig (50 centésimos de marco) de porcelana, emitido pela cidade de Grünberg (atual Zielona Gora, na Polônia) [fonte: Rider Collections]; à dir. Sales Tax tokens emitidos pelos Estados de Missouri, Mississippi, Colorado e Utah, com valores expressos em mills (décimos de centavo ou milésimos de dólar) [fonte: en.wiki]

No caso da Transnístria, não se trata de uma escassez pontual de meio circulante emitido pelo banco central (como era a motivação das Notmünzen) ou de meios de pagamento de um imposto (caso americano), mas uma alternativa encontrada pelo pequeno país para emitir um meio circulante barato e durável (em princípio), como as moedas metálicas.

transnistrtian cpins

Com dados do PRB, eis as descrições das moedas plásticas.

1 rublo
Cor: amarelo/amarronzado
Forma: circular, com diâmetro de 26 mm
Espessura: 1,2 mm
Borda: lisa

Anverso: no centro, retrato de Aleksandr Vasílievitch Suvorov; sob este o texto: ПРИДНЕСТРОВСКИЙ РЕСПУБЛИКАНСКИЙ БАНК (Banco da República da Transnístria); à esquerda, a denominação 1 РУБЛЬ (1 rublo); texto orientado na direção vertical sobre o valor: СЕРИЯ АА (Série AA).

Reverso: grade de losangos com o logotipo do Banco e, sob este, a denominação ОДИН РУБЛЬ (um rublo); no canto direito do logotipo, o ano do modelo, 2014.

3 rublos
Cor: tons de verde
Forma: quadrado com lados de 26 mm
Espessura: 1,2 mm
Borda: lisa

Anverso: no centro, retrato de Franz Pávlovich De Volan; sob este o texto: ПРИДНЕСТРОВСКИЙ РЕСПУБЛИКАНСКИЙ БАНК (Banco da República da Transnístria); à direita, a denominação 3 РУБЛЯ (3 rublos); texto orientado na direção vertical sobre o valor: СЕРИЯ АА (Série AA).

Reverso: grade de losangos com o logotipo do Banco e, sob este, a denominação ТРИ РУБЛЯ (três rublos); no canto direito do logotipo, o ano do modelo, 2014.

5 rublos
Cor: tons de azul
Forma: pentágono com 28 mm de altura, do topo à base
Espessura: 1,2 mm
Borda: lisa

Anverso: no centro, retrato de Pjotr Aleksándrovitch Rumjantsev-Zadunaiski; sob este o texto: ПРИДНЕСТРОВСКИЙ РЕСПУБЛИКАНСКИЙ БАНК (Banco da República da Transnístria); à direita, a denominação 5 РУБЛЕЙ (5 rublos); texto orientado na direção vertical sobre o valor: СЕРИЯ АА (Série AA).

Reverso: grade de losangos com o logotipo do Banco e, sob este, a denominação ТРИ ПЯТЬ РУБЛЕЙ (cinco rublos); no canto direito do logotipo, o ano do modelo, 2014.

10 rublos
Cor: vermelho e laranja
Forma: hexagonal, com 28 mm entre os vértices opostos
Borda: [sem informação na fonte]

Anverso: no centro, retrato da Imperatriz Catarina II; sob este o texto: ПРИДНЕСТРОВСКИЙ РЕСПУБЛИКАНСКИЙ БАНК (Banco da República da Transnístria); à direita, a denominação 10 РУБЛЕЙ (10 rublos); texto orientado na direção vertical sobre o valor: СЕРИЯ АА (Série AA).

Reverso: grade de losangos com o logotipo do Banco e, sob este, a denominação ДЕСЯТЬ РУБЛЕЙ (dez rublos); no canto direito do logotipo, o ano do modelo, 2014.

 

 

Nós, o aço e o Sri Lanka

Recentemente, em dezembro de 2018, o Sri Lanka, país-ilha localizado ao sul da Índia — aquela “lágrima” no mapa — adotou uma nova família de moedas de 1, 2, 5 e 10 rúpias. A novidade, que na verdade vinha sendo adotada lentamente desde 2013 nas moedas antigas, é que toda a série é de aço inox.

The new coins are made of stainless steel, which gives more durability than the existing plated coins. The cost of production has also been minimized through the reduction of size and weight of the coins and usage of stainless steel. (Newsfirsr.lk)

Nós, inversamente, abandonamos o aço inox em 1997, e o retomamos e 2002 apenas na peça de 50 centavos. O que vinte anos de moedas revestidas no Brasil nos mostraram é a baixa qualidade e a baixa durabilidade dessas peças. Não era má ideia que uma terceira série do real retomasse a nossa vocação para as peças de aço inox, material abundante no Brasil. Hoje sabe-se que é possível confeccionar belas peças de aço.