Novo espectro monetário na Venezuela

Por conta da inflação rampante, a Venezuela finalmente admitiu a necessidade de reformular seu espectro monetário. Em 2008, o velho bolívar, unidade monetária desde 1879, teve três zeros cortados. Mil bolívares (VEB) passaram a ser 1 bolívar forte (VEF).

O espectro inicial era:

Moedas: 0,01 e 0,05 VEF (cobre); 0,10, 0,125, 0,25 e 0,50 VEF (níquel); e 1 VEF (bimetálica; anel de latão e núcleo de níquel). Chama a atenção a presença da moeda de 12 ½ cêntimos, chamada popularmente de locha, equivalente a um oitavo de bolívar. Trata-se de recriação romântica de moeda que circulou entre 1896 a 1969.

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Moeda de 12 1/2 cêntimos emitida em 2008.

Cédulas: 1, 2, 5, 10, 20 e 100 VEF.

O espectro inicial fez sentido, mas com a inflação, em 2016 a taxa de câmbio ultrapassou ou 5.000 VEF por USD, ou seja, a maior cédula em circulação, 100 VEF, valia aproximadamente 0,02 USD, o que causa atualmente uma verdadeira catástrofe na vida do cidadão.

Para dezembro de 2016, está prevista a introdução de novas moedas de 10, 50 e 100 VEF (níquel) e cédulas de 500, 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 bolívares. As cédulas são graficamente reaproveitamento das cédulas que ora nada valem.

Lado a lado: a nova cédulas de 5.000 VEF e a de 20 VEF introduzida em 2008.

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Clipping/Venezuela: ‘BCV anuncia emissão de cédulas de 500 e mil bolívares’

Do site Notilogía, 21/6/2016

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O Banco Central da Venezuela (BCV) prepara-se para pôr em circulação as novas cédulas de maior denominação, adaptando-se à situação atual dos venezuelanos, conforme informou de maneira extraoficial o canal NTN24. Sem dúvida, os economistas ratificaram que as cédulas não atenderão as expectativas, já que as emissões não sanarão as necessidades do país.

De maneira extraoficial, deu-se a conhecer que no decorrer das semanas o Banco Central da Venezuela anunciará a emissão das novas cédulas, de 500 e mil bolívares, com a ideia de redirecionar e distribuir os recursos.

Por outro lado, o deputado da Assembleia Nacional José Guerra assegurou que a cédula de maior denominação deveria ser de 2 mil bolívares, já que a crise econômica destruiu o poder aquisitivo dos venezuelanos.

Economistas reiteraram que a emissão da cédula de mil bolívares não basta para atender as necessidades do país, por conta da inflação alta e desvalorização constantes.