Clipping: ‘Pela primeira vez, haverá uma Liberdade negra em uma moeda’

Por A. J. Willingham, CNN. Texto original.

13 de janeiro de 2017

Uma nova moeda comemorativa emitida pela Casa da Moeda dos EUA mostra um novo retrato da Liberdade. Com uma coroa de estrela nos cabelos e com um vestido tipo toga, ela continua patriótica como sempre. Ela é também, pela primeira vez em uma moeda oficial, representada como uma mulher negra.

A Casa da Moeda dos EUA apresentou a moeda de 24 quilates em comemoração de seus 225 anos. Contemplemos sua beleza.

170113070623-lady-liberty-coin-front-exlarge-169.jpg

Nos próximos anos, a Casa da Moeda planeja dar a essa versão da Liberdade alguns outros amigos.

“A moeda de ouro dos 225 anos da Casa da Moeda é a primeira dentro de uma série de moedas de ouro 24 quilates que mostrará desenhos que representam alegoricamente a Liberdade em formas contemporâneas, incluindo representações asiático-americanas, hispano-americanas e indígenas, entre outras, para refletir a diversidade étnica e cultural dos EUA (leia aqui o release da Casa da Moeda, em inglês).

As moedas têm valor de face de 100 USD e esta dinâmica, mas algo já previsível, águia-careca.

170113070626-lady-liberty-coin-back-exlarge-169

Atualização de 1º/2/2017, extraída do Coin News: o retrato da Liberdade foi criado por Justin Kunz e gravado por Phebe Hemphill.

Clipping: ‘Novas moedas de 5 e 10 pesos a partir de 2017’

Por Minuto Uno, 9/11/2016.

Em janeiro, o Banco Central {da República Argentina] começará a distribuir moedas de maior valor e remodelará as de 1 e 2 ARS. As novas peças de 5 e 10 ARS manterão os bustos de San Martín e Belgrano.

A partir do ano que vem, as novas moedas juntam-se à nova família de cédulas que foi lançada em 2016 pelo governo de Mauricio Macri.

Assim, entrarão em circulação os novos desenhos das cédulas de 20, 50 e 100 ARS e a nova cédula de 1.000 ARS. A nota de 500 ARS já está em circulação desde junho e há algumas semanas foi lançada a de 200.

O próximo lançamento será a cédula de 1.000 ARS, que terá um joão-de-barro como motivo principal.

Com as novas moedas, começam a sair de circulação as cédulas de 2, 5 e 10 ARS, mas as novas moedas manterão os bustos de San Martín e Belgrano.

Clipping: ‘Croácia marca os 25 anos da independência com nova moeda’

Mais de 10 mil pessoas participaram de enquete para selecionar a nova moeda comemorativa de 25 cunas que entra em circulação

Por Coin Week.

croatia25kuna

O desenho vencedor (fonte: HNB)

O Banco Nacional da Croácia (HNB) emitirá as novas moedas na ocasião do 25º aniversário da independência do país balcânico, em 8 de outubro. As moedas serão postas em circulação na sexta, 7/10.

Em julho de 2016, o Instituto Monetário da Croácia desenhou três moedas diferentes baseadas em trabalhos do escultor Damir Mataušić. O público foi então convidado a votar em uma enquete on-line; mais de 10 mil pessoas participaram do processo de escolha, e a moeda vencedora recebeu 50% dos votos. Os outros dois desenhos receberam 28% e 22% dos votos.

coin-768x392

Os três modelos postos em votação (fonte: HNB)

Cinquenta mil moedas serão postas em circulação nesta semana. Apenas 11 séries de moedas comemorativas de 25 cunas foram produzidas nos últimos 25 anos.

Clipping: ‘Nova cédula de 200 pesos do Bicentenário da Independência da Argentina’

Do Diario La Provincia, 26 de abril de 2016.

A estátua da Liberdade – da artista tucumana Lola Mora – com uma bandeira argentina presa à falda do vestido é a imagem vencedora do concurso lançado pelo Legislativo da Província de Tucumã para ilustrar a futura cédula de 200 ARS, proposta que faz parte das atividades oficiais organizadas por motivo do Bicentenário da Independência.

200-1

Protótipo da cédula de 200 ARS

A imagem principal mostra a revoada de pombos brancos e, ao fundo, a Casa Histórica com parte da ata da Declaração da Independência, de 1816. No anverso, dois símbolos tucumanos: um menir – ícone da cultura tafi – e uma árvore de queñua [Polylepis rugulosa], espécie característica da serraria local.

O trabalho escolhido pelo júri foi feito pelos irmãos Luis Acardi Lobo – um advogado de 34 anos – e María Susa Acardi Lobo – estudante do último ano de Desenho Gráfico da UNSTA [Universidade do Norte Santo Tomás de Aquino], de 27 anos –, que receberam um prêmio de 50 mil ARS em dinheiro.

Agora, o modelo da cédula será enviado, por meio de um projeto de resolução, ao Congresso da Nação para que os representantes tucumanos promovam a aprovação e a impressão pelo Banco Central.

“O concurso superou nossas expectativas, já que recebemos 134 propostas que se destacaram pela criatividade e originalidade”, afirmou o legislador Marcelo Ditinis, um dos promotores do projeto, com o radical Ariel García.

N. do T.: parece que a cédula de 200 ARS mostrando a baleia-franca-austral vai ficar de lado.

Clipping/Argentina: ‘Custo de fabricação da moeda de 5 centavos é o dobro do valor nominal’

Por Cecilia Boufflet (Blog Vil Metal, Infobae) – 22/9/2013

Ainda que o INDEC [Instituto Nacional de Estatísticas e Censo, da Argentina] tente ocultar, a inflação é percebida em tantas situações do dia a dia. No supermercado, as notas se vão mais rapidamente cada mês que passa e as moedas tornaram-se inúteis, por exemplo. Essa perda de valor das moedas é tão forte que fabricar as menores pode custar até 134% mais do que elas valem no mercado.

É o caso da moeda de 5 centavos prateada, feita com liga de cobre em níquel e com peso de 2,25 gramas cada uma. Com base nos valores desses metais em 19 de setembro [de 2013], produzir uma moeda de 5 centavos custava 11,7 centavos. E ainda é preciso somar o custo de cunhá-la na polêmica Casa da Moeda.

A moeda de 5 centavos dourada é de cobre e alumínio e, por seu peso, custa 8,2 centavos um disco — assim se chamam as moedas antes de serem cunhadas. Ou seja, 64% mais do que vale quando começa a circular. Outro caso é o da moeda de 25 centavos prateada, que por ter 25% de níquel, metal que custa 14.140 USD/tonelada, em sua liga, tem custo de produção de 31,6 centavos. Fabricar uma moeda prateada de 25 centavos prateada exige que o Banco Central invista 26,4% sobre o valor que será posto em circulação.

Ainda que o Governo não tenha tirado nenhuma dessas moedas de circulação — seria reconhecer a inflação —, o Banco Central fez as últimas edições em aço eletrorrevestido de latão, para que sejam mais baratas, mas também porque o sistema de eletrorrevestimento é o que permite às máquinas de venda as reconheça.

No limite

As moedas de 10 e as de 25 centavos em sua versão dourada estão no limite, mas seu custo de produção ainda é menor que o valor fácil. A de 10 centavos, fabricada com uma liga de cobre e alumínio e com peso de 2,25 gramas, requer metal que custa 9,2 centavos. Apenas [0,8 centavo] menos que o valor facial; espera-se, porém, que os custos de fabricação da moeda sejam maiores que seu valor de face. Na mesma situação, o metal da moeda de 25 centavos dourada custa 21,4 centavos, ao que se deve somar o custo de cunhá-la.

As que têm maior margem são as de maior valor facial. Os metais da moeda de 50 centavos custam 22,9 centavos, enquanto que a de 1 ARS tem 27,8 centavos em metal.

Outro reflexo da inflação é a participação cada vez maior das moedas de maior valor e a diminuição do uso das de menor denominação. Em setembro de 2008, havia um total de 4,96 bilhões de moedas em circulação, das quais 11,4% eram de 1 ARS e 17%, de 5 centavos.

Em cinco anos, a quantidade de moedas aumentou 55,7%, até chegar aos 7,723 bilhões de unidades atualmente. Mas a participação das moedas de 5 centavos caiu a 16,4% do total, enquanto que a das de 1 ARS cresceu e representa 16,5% do total.

A diferença mais notável é com as moedas de 2 ARS, que, em 2008, eram avis rara e representavam apenas 0,14% do total. Enquanto que, hoje em dia, as moedas de maior valor são 4% do total.

O mesmo acontece quando as comparamos às cédulas. Em 2008, a quantidade de moedas emitida era 245% mais que a de cédulas, agora, porém, as moedas superam as cédulas apenas em 105%.

Está pensando em juntar moedas de 5 centavos e vendê-las como metal? Parece que não é bom negócio, pois é preciso assumir o custo de separar a liga. Mas o que parece também mau negócio é comprar metal por 11,7 centavos para fabricar moedas de 5 centavos, o que se faz isso na Argentina.

Clipping/Argentina: ‘Sem valor, as moedas menores estão à beira da extinção’

El Clarín, Argentina – 23 de março de 2015

Por conta da inflação, são usadas por cada vez menos pessoas. Com as de 5 e 10 centavos já não se compra nada. E as de 25 e 50 dão para muito pouco.

Moneda_Argentina_10_centavos_ARS

Atual moeda de 0,10 ARS

Há quem prefira não pegá-las, pois não há porta-níquel que aguente dez pesos em moedas. Se o troco de uma compra vem com moedas de 10 ou 5 centavos, pior ainda. Será um pequeno monte de pouco poder aquisitivo que pode acabar como recordação em algum canto de casa. Por isso, as moedas menores acabam esquecidas e são vistas menos em circulação. “De 2007 para cá, calculamos 270% de inflação; uma moeda de 25 centavos de oito anos atrás tem um valor atualizado hoje de 6 centavos”, diz Soledad Pérez Duhalde, coordenadora de análise macroeconômica da consultoria Abeceb Lapidaria.

Os exemplos são simples. Quantas moedas (e quanto peso no bolso) são necessárias para pagar 12 ARS por um maço de cigarros ou uma garrafinha de água de 500 ml? Esse descompasso tem explicação: a escala monetária vige desde a época da Convertibilidade, e a maioria das moedas entrou em circulação em 1992. Valiam. Antes.

Por outro lado, desde 2009, quando foi implantado o cartão magnético Sube para o transporte público, a necessidade de conseguir moedas para viajar deixou de existir. Acabaram-se as filas dos cobradores que peregrinavam pelos kioskos pedindo troco. E as moedas começaram a sumir.

Os informes de circulação de cédulas e moedas publicados pelo Banco Central (BCRA) em sua página web confirmam essa percepção. Entre março de 2013 e março de 2015, a circulação de moedas com valor inferior a 1 ARS cresceu menos de 1,5%. Ao mesmo tempo, a emissão da cédula de 100 ARS aumentou 57%. Esse papel, também depreciado, é o eixo da economia. É o mais entregue pelos caixas automáticos e o mais usado pelos consumidores. “Tem o poder de compra equivalente a 20 ARS de 2007”, informa Soledad.

Ainda que as moedinhas possam ter sua importância para dar troco e evitar o “arredondamento” do preço a favor do vendedor, os consumidores às vezes nem as pedem.

Nas associações que os defendem, assegura-se que já não são recebidas de maneira direta queixas por falta de moedas. “As de 5 ou 10 centavos desapareceram, são pouco vistas. Nos EUA, sem dúvida, circulam as de 1 USD; as pessoas a juntam e, quando chegam a uma quantia razoável, trocam-nas por notas no supermercado”, explica Susana Andrada, do Centro de Educación al Consumidor (CEC).

Soledad completa: “Como os comerciantes pedem menos moedas pequenas nos bancos privados, estes, por suas vez, pedem-nas menos ao BCRA, motivo por que a circulação das peças praticamente parou”.

Vê-se na rua. Já não são procuradas como antes. “Às vezes, se tenho de dar 10 ou 20 centavos de troco, nem me pedem”, conta ao Clarín Andrea, dona de um kiosco do bairro portenho de Barracas. Com esses valores não é possível comprar um bala.

Tampouco os táxis trabalham com os centavos. “O cliente os inclui na gorjeta, e, se não for assim, você deixa pra lá para não ter de procurar moedinhas”, conta o taxista Oscar Vásquez, no bairro de Constitución, Buenos Aires.

Alejandro, estudante de direito, exemplifica com sinceridade: “Outro dia, eu estava limpando meu departamento e vi, num montinho de terra, uma moeda de 5 centavos, e, te confesso, não tive nem o impulso de salvá-la… Acabou na pá e no saco de lixo”.

Apesar de tudo, os centavos continuam tendo um papel importante na configuração dos preços. Nos supermercados, a maioria dos valores incluem as moedinhas. Por exemplo, um litro de achocolatado é vendido a 11,99 ARS; um doce de leite de 400 g, a 15,09 ARS. A conta final é paga com cartão de crédito ou débito, para evitar complicações. Se não, a caixa solta a pergunta “antimoeda”: “Não quer doar os seus 50 centavos do troco para a fundação…?”.

* * *

N. do T.: Isso corrobora a decisão do governo argentino de emitir moedas novas de 1, 2, 5 e 10 ARS. Muito possivelmente os centavos deixarão de ser feitos.

Clipping/Venezuela: ‘BCV anuncia emissão de cédulas de 500 e mil bolívares’

Do site Notilogía, 21/6/2016

billete_500.jpg

O Banco Central da Venezuela (BCV) prepara-se para pôr em circulação as novas cédulas de maior denominação, adaptando-se à situação atual dos venezuelanos, conforme informou de maneira extraoficial o canal NTN24. Sem dúvida, os economistas ratificaram que as cédulas não atenderão as expectativas, já que as emissões não sanarão as necessidades do país.

De maneira extraoficial, deu-se a conhecer que no decorrer das semanas o Banco Central da Venezuela anunciará a emissão das novas cédulas, de 500 e mil bolívares, com a ideia de redirecionar e distribuir os recursos.

Por outro lado, o deputado da Assembleia Nacional José Guerra assegurou que a cédula de maior denominação deveria ser de 2 mil bolívares, já que a crise econômica destruiu o poder aquisitivo dos venezuelanos.

Economistas reiteraram que a emissão da cédula de mil bolívares não basta para atender as necessidades do país, por conta da inflação alta e desvalorização constantes.

Clipping: ‘Novas moedas celebram Beatrix Potter e Shakespeare’

1º de janeiro de 2016, 10h16 – Moedas fazem parte de uma série de sete peças comemorativas que começarão a circular este ano. (De La Nueva, Bahía Blanca, Argentina)

568679bce988e_large

Foto: Royal Mint

Os escritores ingleses William Shakespeare e Beatrix Potter serão homenajeados com outros eventos e personalidade, em uma série de sete novas moedas que serão emitidas este ano, no Reino Unido, anunciou hoje o Royal Mint.

Imagens representativas das obras de Shakespeare aparecerão nas moedas de 2 libras para celebrar o 400º aniversário da morte do dramaturgo.

Os famosos coelhos de Beatrix Potter, autora cujo nascimento completa 150 anos, figurarão na moedas de 50 pence.

Outros eventos abrangido pela série, que pretende repassar mil anos de história britânica, são a batalha de Hastings, cujo aniversário de 950 anos será lembrado em outra moeda de 50 pence, e o devastador Grande Incêndio de Londres, ocorrido há 350 anos e que será recordado por uma moeda de 2 libras.

O Royal Mint continuará com seu programa de comemoração do centenário da Primeira Guerra Mundial ao recordar um novo episódio em outra moeda de 2 libras, que, como todas as outras, terá em uma de suas faces a efígie da rainha Elizabeth II.

A diretora de Moedas Comemorativas do Royal Mint, Anne Jessopp, elogiou os desenhos, que lembram “momentos marcantes” da história do país, e disse que o público começará a ver as novas moedas a partir de abril próximo. (EFE)

Texto original.

Clipping: ‘Lançamento da cédula de 500 pesos argentinos com a imagem da onça-pintada’

30 de junho de 2016, 9h24. O anúncio foi feito ontem pelo BCRA. A medida ajudará a agilizar os pagamentos e tirará a “pressão” dos caixas automáticos. A cédula de 100 pesos perdeu poder de compra frente à desvalorização e ao avanço da inflação.

500 billete-muestra-yaguarete-autoctona-argentina_IECIMA20160630_0007_7500 reverso-Argentina-fuerte-indica-yaguarete_IECIMA20160630_0006_7

O Banco Central da Argentina anunciou o lançamento da nova cédula de 500 pesos, que terá a imagem da onça-pintada. O BC argentino começará a distribuir a cédula às instituições bancárias a partir de hoje, conforme foi oficialmente informado, e chegará às pessoas por meio das agências bancárias e caixas automáticos. Com o lançamento, serão sete cédulas de diferentes denominações em circulação por todo o país.

A cédula de 500 pesos, de tonalidade verde, terá a figura de uma onça-pintada [yaguareté no espanhol platino] do noroeste do país; a cédula de 200 pesos, de cor azul e com a imagem da baleia-franca-austral deverá ser lançada em outubro. A partir do ano que vem, a nova família de cédulas chamada “Animais autóctones da Argentina” será completada com a emissão das cédulas de 20, 50, 100 e mil pesos (esta com o desenho de um joão-de-barro [hornero, em espanhol], a ave nacional da Argentina), além da aparição das novas moedas de 1, 2, 5 e 10 pesos.

O governo anterior sempre se negou a emitir novas cédulas para não admitir o processo inflacionário. Este ano, quando o macrismo confirmou a ideia de lançar novas demoninações, o ex-titular do BC Alejandro Vanoli mostrou por sua conta no Twitter uma série de imagens que mostravam esboços que a entidade preparava. Assim, pode-se saber que, para a cédula de 200 pesos, o kirchnerismo pretendia ilustrá-lo com a imagem de Hipólito Yrigoyen, e que, para a de 500, pensava-se em Juan Domingo perón.

A cédula de 100 pesos, que é atualmente a maior denominação, perdeu poder de compra frente ao avanço da inflação desde 2007 e às desvalorizações que o BC levou a cabo.

Publicação original.

Clipping: ‘O cruzeiro passa a vestir-se de branco’

A Portaria nº 333, de 10/12/1956, traz a introdução do alumínio da cunhagem brasileira e estabelece a redução do módulo das moedas de 50 centavos e 1 e 2 cruzeiros, que continuavam a ser feitas de bronze-alumínio. Porém, em 1957, esses valores passaram também a ser de alumínio.

Embora não tenhamos ainda encontrado o dispositivo legal que determinou os novos valores de alumínio para 1957, garimpamos um artigo de jornal com os motivos. O texto é do Correio da Manhã, diário carioca, e foi publicado em 22 de agosto de 1957.

Com atualização ortográfica, o texto foi mantido com a pontuação original.

* * *

Aos quinze anos de idade

O cruzeiro passa a vestir-se de branco

Dentro de pouco tempo toda nossa moeda divisionária será de alumínio — Treze obsoletas máquinas cunham todas as moedas brasileiras

Em outubro (mais precisamente, a cinco de outubro), fará quinze anos o cruzeiro, a moeda cruzeiro. Depois de completamente aviltado, o mil-réis passou a atender pelo nome de cruzeiro e subdividiu-se no conhecidíssimo, mas quase desnecessário, atual centavo. Este ano completará três lustros o novo padrão monetário, ainda mais vulgarizado que o mil-réis. Já agora vestindo novas roupagens de alumínio, roupa bem mais barata porque a antiga não pagava seu real valor, prepara-se o cruzeiro para despir-se completamente da liga de cobre. Será inteiramente de alumínio.

VOLTARÁ AO TAMANHO ANTERIOR

Conforme nos afiançou ontem o diretor da Casa da Moeda, sr. Filinto Maia, dentro de poucos dias estarão circulando as moedas de cinquenta centavos e um e dois cruzeiros de alumínio. Disse-nos ele:

“As moedas de 50 centavos e um e dois cruzeiros serão também cunhadas em alumínio e voltarão ao tamanho que tinham anteriormente. Seu tamanho diminuiu porque tínhamos de acabar com pequeno estoque de liga de cobre que havia aqui na Casa da Moeda. Mas dentro de pouco tempo, logo assim termine o estoque, passaremos a cunhar todo o nosso dinheiro em alumínio, desaparecendo a moeda amarela.”

O CRUZEIRO VEM DESDE WASHINGTON LUÍS

É curioso observar que a ideia da mudança do padrão mil-réis vem desde quando era presidente da República o sr. Washington Luís, sendo ministro da Fazenda o sr. Getúlio Vargas. Mas só foi posta em execução em outubro de 1942.

1.213.758.000 MOEDAS NO PADRÃO CRUZEIRO

Até hoje já foram cunhadas 1.213.758.000 moedas no padrão cruzeiro. E todas foram cunhadas nas treze obsoletas máquinas que ainda funcionam na Casa da Moeda e são responsáveis por toda moeda divisionária do Brasil. Para que se note o esforço empregado pelos funcionários daquela repartição na execução de seu serviço, basta que se diga que a Indonésia acaba de instalar, para fabricação de seu dinheiro, 25 moderníssimas máquinas de cunhar.

Só agora o Brasil se propôs a comprar três máquinas desse tipo — quando precisava de vinte, no mínimo — para atender às necessidades do momento.

Como a inflação continua a passos firmes, desconfiamos que muito breve teremos que instalar uma fábrica de máquinas  de cunhar.

PESO DO NOVO DINHEIRO

Quando toda a moeda divisionária estiver sendo cunhada em alumínio, deverá aparecer com os seguintes pesos:

10 centavos, 1,0 grs.
20 centavos, 1,4 grs.
50 centavos, 1,7 grs.
1 cruzeiro, 2,4 grs.
2 cruzeiro, 2,7 grs.

As moedas de 50 centavos, um e dois cruzeiros que ainda estão sendo cunhadas em liga de bronze e alumínio (sic), a mesma liga em que foram sempre fabricadas as moedas de padrão cruzeiro, apenas com os tamanhos diminuídos, respectivamente 3, 4 e 5 gramas. Mais um detalhe: as moedas de um e dois cruzeiros serão serrilhadas lateralmente.

Correio da Manhã, 22/8/1957, p. 3.

* * *

Embora ainda não tenhamos encontrado o instrumento legal que reorganizou o meio circulante metálico, temos uma “desculpa” oficial, que corrobora o que vimos alimentando: a coincidência dos diâmetros das velhas moedas de 10, 20 e 50 centavos (1942-1956) com as novas de 50 centavos, 1 e 2 cruzeiros (1956) indica reaproveitamento dos discos. Nas palavras de Filinto Maia, então diretor da CMB: “Seu tamanho diminuiu porque tínhamos de acabar com pequeno estoque de liga de cobre que havia aqui na Casa da Moeda. Mas dentro de pouco tempo, logo assim termine o estoque, passaremos a cunhar todo o nosso dinheiro em alumínio, desaparecendo a moeda amarela”.