Clipping: ‘Nova cédula de 200 pesos do Bicentenário da Independência da Argentina’

Do Diario La Provincia, 26 de abril de 2016.

A estátua da Liberdade – da artista tucumana Lola Mora – com uma bandeira argentina presa à falda do vestido é a imagem vencedora do concurso lançado pelo Legislativo da Província de Tucumã para ilustrar a futura cédula de 200 ARS, proposta que faz parte das atividades oficiais organizadas por motivo do Bicentenário da Independência.

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Protótipo da cédula de 200 ARS

A imagem principal mostra a revoada de pombos brancos e, ao fundo, a Casa Histórica com parte da ata da Declaração da Independência, de 1816. No anverso, dois símbolos tucumanos: um menir – ícone da cultura tafi – e uma árvore de queñua [Polylepis rugulosa], espécie característica da serraria local.

O trabalho escolhido pelo júri foi feito pelos irmãos Luis Acardi Lobo – um advogado de 34 anos – e María Susa Acardi Lobo – estudante do último ano de Desenho Gráfico da UNSTA [Universidade do Norte Santo Tomás de Aquino], de 27 anos –, que receberam um prêmio de 50 mil ARS em dinheiro.

Agora, o modelo da cédula será enviado, por meio de um projeto de resolução, ao Congresso da Nação para que os representantes tucumanos promovam a aprovação e a impressão pelo Banco Central.

“O concurso superou nossas expectativas, já que recebemos 134 propostas que se destacaram pela criatividade e originalidade”, afirmou o legislador Marcelo Ditinis, um dos promotores do projeto, com o radical Ariel García.

N. do T.: parece que a cédula de 200 ARS mostrando a baleia-franca-austral vai ficar de lado.

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Clipping/Argentina: ‘Custo de fabricação da moeda de 5 centavos é o dobro do valor nominal’

Por Cecilia Boufflet (Blog Vil Metal, Infobae) – 22/9/2013

Ainda que o INDEC [Instituto Nacional de Estatísticas e Censo, da Argentina] tente ocultar, a inflação é percebida em tantas situações do dia a dia. No supermercado, as notas se vão mais rapidamente cada mês que passa e as moedas tornaram-se inúteis, por exemplo. Essa perda de valor das moedas é tão forte que fabricar as menores pode custar até 134% mais do que elas valem no mercado.

É o caso da moeda de 5 centavos prateada, feita com liga de cobre em níquel e com peso de 2,25 gramas cada uma. Com base nos valores desses metais em 19 de setembro [de 2013], produzir uma moeda de 5 centavos custava 11,7 centavos. E ainda é preciso somar o custo de cunhá-la na polêmica Casa da Moeda.

A moeda de 5 centavos dourada é de cobre e alumínio e, por seu peso, custa 8,2 centavos um disco — assim se chamam as moedas antes de serem cunhadas. Ou seja, 64% mais do que vale quando começa a circular. Outro caso é o da moeda de 25 centavos prateada, que por ter 25% de níquel, metal que custa 14.140 USD/tonelada, em sua liga, tem custo de produção de 31,6 centavos. Fabricar uma moeda prateada de 25 centavos prateada exige que o Banco Central invista 26,4% sobre o valor que será posto em circulação.

Ainda que o Governo não tenha tirado nenhuma dessas moedas de circulação — seria reconhecer a inflação —, o Banco Central fez as últimas edições em aço eletrorrevestido de latão, para que sejam mais baratas, mas também porque o sistema de eletrorrevestimento é o que permite às máquinas de venda as reconheça.

No limite

As moedas de 10 e as de 25 centavos em sua versão dourada estão no limite, mas seu custo de produção ainda é menor que o valor fácil. A de 10 centavos, fabricada com uma liga de cobre e alumínio e com peso de 2,25 gramas, requer metal que custa 9,2 centavos. Apenas [0,8 centavo] menos que o valor facial; espera-se, porém, que os custos de fabricação da moeda sejam maiores que seu valor de face. Na mesma situação, o metal da moeda de 25 centavos dourada custa 21,4 centavos, ao que se deve somar o custo de cunhá-la.

As que têm maior margem são as de maior valor facial. Os metais da moeda de 50 centavos custam 22,9 centavos, enquanto que a de 1 ARS tem 27,8 centavos em metal.

Outro reflexo da inflação é a participação cada vez maior das moedas de maior valor e a diminuição do uso das de menor denominação. Em setembro de 2008, havia um total de 4,96 bilhões de moedas em circulação, das quais 11,4% eram de 1 ARS e 17%, de 5 centavos.

Em cinco anos, a quantidade de moedas aumentou 55,7%, até chegar aos 7,723 bilhões de unidades atualmente. Mas a participação das moedas de 5 centavos caiu a 16,4% do total, enquanto que a das de 1 ARS cresceu e representa 16,5% do total.

A diferença mais notável é com as moedas de 2 ARS, que, em 2008, eram avis rara e representavam apenas 0,14% do total. Enquanto que, hoje em dia, as moedas de maior valor são 4% do total.

O mesmo acontece quando as comparamos às cédulas. Em 2008, a quantidade de moedas emitida era 245% mais que a de cédulas, agora, porém, as moedas superam as cédulas apenas em 105%.

Está pensando em juntar moedas de 5 centavos e vendê-las como metal? Parece que não é bom negócio, pois é preciso assumir o custo de separar a liga. Mas o que parece também mau negócio é comprar metal por 11,7 centavos para fabricar moedas de 5 centavos, o que se faz isso na Argentina.

Clipping: ‘E se vier o peso federal? Vantagens e desvantagens da troca da moeda na Argentina’

O país mudou de moeda em várias oportunidades, deixando quantidades significativas de zeros pelo caminho: um total de 13

Por Nicolás Litvinoff

Original.

Terça-feira, 5 de fevereiro de 2013, 3h09

Há pouco mais de uma semana, o ex-vice-presidente, Julio Cobos, afirmou em uma entrevista de rádio que o governo estaria preparando a emissão de uma nova moeda, o peso federal, que substituiria o atual (e vilipendiado) peso conversível (que de conversível já não tem mais nada).

O que exatamente disse Julio Cobos?

Tudo começou com as declarações à Rádio El mundo, em 25 de janeiro último: “Até me chegou um comentário de que estão estudando a mudança da moeda, o peso federal ou algo parecido”.

No dia seguinte, vieram declarações mais detalhadas: “É uma das várias soluções para a inflação que chegaram ao Governo para terminar com essa espiral”. Contou que a informação lhe havia sido passada uns quinze dias antes em Buenos Aires. Disse ainda: “é uma versão mais, não lhe dei tanta importância; mas acredito que não é possível suportar mais esta situação inflacionária, e, por tal, o Governo deve tomar alguma medida. Seria algo parecido com o que ocorreu com o austral. A saída é estabelecer uma moeda que não se desvalorize, uma moeda forte”. E disse na sequência: “Entendo que buscam uma maneira de sair do enrosco, uma desvalorização programada, e voltar a valorizar a moeda”. Dois dias depois, em declaração a La Voz del Interior, disse: “o que me chegou de fontes relativamente confiáveis é que estaria entre as medidas para sair do atraso e da prisão cambiária. Estavam pensando em uma reforma da moeda, do peso. Até com nome, me disseram: ‘peso federal’”.

Ainda que Julio Cobos não faça mais parte do Governo, a maior parte da equipe que exerce o poder executivo continua a mesma. Ter sido o número dois dessa equipe seguramente garante um conhecimento que poucos mortais têm sobre o fincionamento “portas adentro” do atual governo. Como todo ex-funcionário, provavelmente o ex-vice-presidente mantém algum tipo de contato com funcionários (ou com subordinados ou assessores destes).

Tudo o dito anteriormente não garante a veracidade do rumor, mas serve para chamar a atenção para não descartá-lo imediatamente sem uma análise mais detalhada.

Breve história das mudanças de moeda na Argentina

A história das moedas argentinas

Os Estados Unidos adotaram o dólar como moeda oficial em 1792 (há 221 anos).

Os mais jovens poderiam pensar que aconteceu algo similar com o peso na Argentina. Mas quem tem já uns anos a mais sabe que o país mudou de moeda em várias oportunidades, deixando quantidades significativas de zeros no caminho: um total de 13.

Mas a essas modificações é preciso juntar uma tentativa fracassada: no final de 2001, David Expósito, economista e jornalista, chegou à presidência do Banco Nación após apresentar ao presidente Rodríguez Saá um plano para emitir uma terceira moeda: o argentino.

Essa nova moeda flutuaria em relação ao peso e ao dólar. O novo sistema monetário, com três moedas em circulação, teria sido similar àqueles que praticam países como Cuba e China.

A ideia, porém, fracassou, e Expósito deixou de ser presidente do Banco Nación apenas 48 horas depois de tê-lo assumido, logo depois de dar declarações à imprensa na que dava a entender que a nova moeda já nasceria desvalorizada.

Razões e potenciais do novo peso federal

O que diferencia uma moeda das demais mercadorias de uma economia?

Uma moeda tem certas funções e propriedades que nenhum outro bem pode ter:

Unidade de conta. É a função inicial, da qual derivam as outras, que permite representar as distintas mercadorias por um só elemento.

Meio de pagamento. É a função diferenciadora da moeda, que permite que as obrigações entre duas partes sejam canceladas de forma exata, sem que fique dívida alguma. Dado que os saldos entre operações de débito/crédito não são sempre de soma zero, a moeda permite eliminar esses saldos.

Meio de troca. Serve como intermediário para evitar os intercâmbios diretos de mercadorias por outras mercadorias.

Reserva de valor. Permite manter o poder de compra ao largo do tempo.

Dessas quatro atribuições, a última mencionada (reserva de valor) é uma das mais importantes e é, justamente, a disciplina pendente que o peso conversível tem na atualidade: a sensação de que os pesos derretem-se na mão de que os cobra é fruto do aumento de preços na ordem de 25% ao ano que estamos suportando há vários anos e que cria a necessidade de gastar as cédulas antes que percam poder aquisitivo.

Quais são as vantagens que o Governo poderia atribuir ao nascimento de uma nova moeda? Arriscando um pouco, poderíamos assinalar cinco:

1) Seria um reconhecimento implícito, por parte do Governo, de que a inflação é um problema real e que procurará combatê-lo. Essa medida poderia vir acompanhada de um controle de preços mais forte, baseado nos valores que surjam a partir da troca de pesos conversíveis por pesos federais (1 a 10 seria, talvez, uma boa medida, com a qual 100 pesos “de agora” passariam a ser 10 pesos “novos”).

2) Poderia solucionar o problema do transporte físico. Atualmente, para quem prefere pagar com dinheiro em vez de fazê-lo com cartão, a quantidade de cédulas que tem de levar para fazer a compra mensal no supermercado já é incômodo… sem falar quando se trata do comprador de um automóvel ou de um imóvel (será preciso ir com um caminhão de mudança).

3) Poderia resolver a questão da deterioração e das más condições das atuais cédulas de 2, 5, 10 e, principalmente, 50 pesos, que de tanto trocar de mãos encontram-se muito deteriorados.

4) Permitiria deixar de uma vez por todas a convertibilidade e faria com que a desvalorização de mercado que se está levando a cabo não pareça tão “sangrenta”, já que o dólar oficial passaria a valer (levando em conta o ponto 1) 50 centavos de peso deral, enquanto o blue valeria 80 centavos. Dessa maneira, o objetivo do paralelo talvez fosse chegar a 1 peso federal (10 pesos atuais) em algum momento posterior à mudança da moeda.

5) Poderia restaurar a confiança na moeda local, tão vilipendiada após anos sofrendo inflação de dois dígitos, ainda que seja de maneira momentânea.

Conclusão

Supondo que o novo peso federal perdesse um zero com relação ao peso atual, o câmbio ficar por volta de 0,80 peso federal/dólar. Notável coincidência com a marca de câmbio inicial do Plano Austral.

Segundo os últimos dados oficiais, as reservas do Banco Central são de US$ 42, 83 bilhões. Com a marca de câmbio mencionada, teríamos um meio circulante de aproximadamente 53 bilhões de pesos federais, que ficaria inicialmente lastreado pelas reservas. Se esse respaldo com reservar manter-se no tempo, a demanda de dólares como reserva de valor poderia diminuir substancialmente.

Mas para que uma medida dessas tenha êxito, há dois fatores que deveriam estar presentes: a abertura da prisão cambiária (não pode haver confiança na nova moeda se as restrições continuam) e, na sequência, um pacote de medidas anti-inflacionárias concretas.

A mudança de moeda seria um plano de choque anti-inflacionário, que poderia servir para mudar as expectativas, atualmente negativas, do peso.

Sem dúvida, é importante destacar que se trataria de um “câmbio artificial”, que tem um efeito mais psicológico que econômico.

Esse efeito de curto prazo deveria ser aproveitado para implantar políticas de longo prazo para que tenha alguma chance de êxito e para que não caia nos velhos erros do passado recente.

Clipping: ‘A terceira moeda argentina não convence’

Enquanto o novo presidente da Argentina, Adolfo Rodríguez Saá, consolida-se no poder, os investidores expressaram seu ceticismo com relação à proposta de introduzir uma moeda paralela para ajudar a Argentina a sair da limitação monetária que atrela o valor do peso ao do dólar.

Por Matt Moffett e Michelle Wallin readatores de The Wall Street Journal

26 de dezembro de 2001

A ideia que Rodríguez Saá e seus assessores explicaram consiste em atribuir liquidez à economia sem quebrar com a convertibilidade, o que conduziria a uma traumática desvalorização do peso. O sistema de convertibilidade proíbe a impressão de moeda se não houver reservas em dólar para lastreá-la. Isso limita a capacidade do governo em promover qualquer tipo de injeção monetária que permitisse à Argentina sair da recessão em que se encontra há quatro anos.

O plano incluiria a emissão do que seria tecnicamente um bônus negociável, em vez de uma moeda. Mas tal conceito parece ser inspirado no que já fizeram várias províncias argentinas, que pagam seus funcionários púbicos e prestadores de serviço com bônus que são usados como moeda de curso legal. Mais de US$ 1 bilhão desses bônus já estão em circulação; o principal exemplo é o chamado patacón, emitido pela província de Buenos Aires. Carlos Ruckauf, governador bonaerense, disse que o volume do novo instrumento do presidente da República superaria o dos bônus provinciais em circulação emitidos pelas províncias sem dinheiro. A ausência de uma autoridade federal obrigou cada província a emitir sua própria moeda, disse Ruckauf.

Mas os críticos dizem que essa imensa quantidade de bônus na Argentina corre o risco de sair do controle. Na província de Córdoba, há já quatro tipos de moedas ou bônus em circulação. Alguns investidores estrangeiros dizem estar consternados pela nova proposta de moeda e por outras ideias econômicas de Rodríguez Saá. Ignacio E. Sosa, da One World Investments LP, diz que o plano enfraquece o valor do peso e, eventualmente, tornaria ainda mais dolorosa uma desvalorização. A combinação de imprimir distintas moedas, caso a convertibilidade seja mantida, é simplesmente uma receita para o desastre, diz. Tudo o que fizeram foi postergar o dia do juízo final.

Essas são as más notícias para os detentores de bônus, já que significa que o Estado terá menos dinheiro para pagar seus credores.

Os investidores expressaram suas preocupações na segunda-feira, no dia seguinte à posse de Rodríguez Saá, quando alguns bônus baixaram à cota de US$ 0,25.

José de Mendiguren, presidente da principal organização empresarial do país, conhecida como União Industrial Argentina, disse que o anúncio de Rodríguez Saá marcou o fim da rígida lei de convertibilidade de 1991.

Disse ainda que, enquanto a UIA reconheceu que a “terceira moeda” poderia ajudar a estimular a demanda, essa não era o substitutivo de um sistema monetário permanente e mais flexível. É uma medida provisória para movimentar a economia, disse.

Hernán Fardi, economista da consultoria Maxinver, diz que os economistas argentinos cogitaram a ideia de uma terceira moeda para sair da convertibilidade. Mas sua grande preocupação é se o clima político instável permitirá ao governo emplacar alguma medida econômica que tenha sucesso.

Pamela Druckerman contribuiu neste artigo.

N. do T.: chegou-se mesmo a nomear a natimorta moeda como argentino. Rodríguez Saá foi presidente da Argentina exatamente por uma semana, entre 23 e 30 de dezembro de 2001, no vácuo de poder produzido pela renúncia de Fernando de la Rúa e seu vice. As declarações dadas pelo então presidente do Banco da Nação Argentina, David Expósito, sobre a irresponsabilidade da medida, custou-lhe o cargo, que ocupou por 48 horas.

Artigo original.

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O argentino morreu no ventre, mas aí está um chamado patacón, bônus emitido pela província de Buenos Aires para cumprir com suas obrigações financeiras.

Clipping: ‘O BCRA emitirá nova moeda de dois pesos comemorando o bicentenário’

A nova peça começará a circular a partir de segunda, 11 de julho.

Por Infobae.

200 pesos

Peça de 2 pesos argentinos que celebra os 200 anos da independência do país platino (fonte: BCRA)

Após emitir a nova cédula de 500 pesos, o Banco Central da República Argentina (BCRA) lançará uma nova moeda de dois pesos para celebrar o bicentenário da Declaração de Independência do país.

A moeda começará a circular a partir de segunda-feira, 11 de julho, quando terá início sua distribuição ao sistema bancário. No total, “serão emitidas 200 milhões de peças, que coexistirão com as cédulas e moedas da mesma denominação”, especificou o organismo em um comunicado.

A peça é composta por uma liga de cobre (92%), alumínio (6%) e níquel (2%) no anel e cobre (75%) e níquel (25%) no núcleo.

No anverso está o barrete frígio, como símbolo da liberdade, sustentado pelo pique, como representação da defesa da pátria. As mãos entrelaçadas são a expressão da união e da fraternidade dos povos das Províncias Unidas do Rio da Prata.

Em alusão ao bicentenário, a inscrição “1816 INDEPENDENCIA 2016” está na parte inferior, dentro do anel. O reverso mostra — além do valor facial de dois pesos — o sol da dragona do uniforme militar do general José de San Martín.

N. do T.: trata-se, possivelmente, da última emissão antes da reforma da família de moedas, prevista para 2017.

Clipping: ‘Lançamento da cédula de 500 pesos argentinos com a imagem da onça-pintada’

30 de junho de 2016, 9h24. O anúncio foi feito ontem pelo BCRA. A medida ajudará a agilizar os pagamentos e tirará a “pressão” dos caixas automáticos. A cédula de 100 pesos perdeu poder de compra frente à desvalorização e ao avanço da inflação.

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O Banco Central da Argentina anunciou o lançamento da nova cédula de 500 pesos, que terá a imagem da onça-pintada. O BC argentino começará a distribuir a cédula às instituições bancárias a partir de hoje, conforme foi oficialmente informado, e chegará às pessoas por meio das agências bancárias e caixas automáticos. Com o lançamento, serão sete cédulas de diferentes denominações em circulação por todo o país.

A cédula de 500 pesos, de tonalidade verde, terá a figura de uma onça-pintada [yaguareté no espanhol platino] do noroeste do país; a cédula de 200 pesos, de cor azul e com a imagem da baleia-franca-austral deverá ser lançada em outubro. A partir do ano que vem, a nova família de cédulas chamada “Animais autóctones da Argentina” será completada com a emissão das cédulas de 20, 50, 100 e mil pesos (esta com o desenho de um joão-de-barro [hornero, em espanhol], a ave nacional da Argentina), além da aparição das novas moedas de 1, 2, 5 e 10 pesos.

O governo anterior sempre se negou a emitir novas cédulas para não admitir o processo inflacionário. Este ano, quando o macrismo confirmou a ideia de lançar novas demoninações, o ex-titular do BC Alejandro Vanoli mostrou por sua conta no Twitter uma série de imagens que mostravam esboços que a entidade preparava. Assim, pode-se saber que, para a cédula de 200 pesos, o kirchnerismo pretendia ilustrá-lo com a imagem de Hipólito Yrigoyen, e que, para a de 500, pensava-se em Juan Domingo perón.

A cédula de 100 pesos, que é atualmente a maior denominação, perdeu poder de compra frente ao avanço da inflação desde 2007 e às desvalorizações que o BC levou a cabo.

Publicação original.

As novas cédulas argentinas de 200 e 500 pesos

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Concepção artística da nova cédula argentina de 200 pesos

O Banco Central da República Argentina (BCRA) anunciou na última sexta (15/1) o lançamento de cédulas de valor mais alto e a substituição da série ora vigente no país platino, que contempla os valores de 2, 5, 10, 20, 50 e 100 pesos. As cédulas de 200 e 500 pesos entrarão em circulação a partir do meio do ano; os dois valores sãos os primeiros de uma nova série, que, em 2017, será acrescida de novas cédulas de 20, 50, 100 e 1.000 pesos e homenageará a fauna e os biomas do território argentino.

As cédulas retratarão os seguintes animais e biomas:

20 pesos: guanaco / estepe patagônica
50 pesos: condor / região andina
100 pesos: taruca / região noroeste
200 pesos: baleia-franca-austral / Mar Argentino, Antártida e ilhas do Atlântico Sul
500 pesos: onça-pintada / região nordeste
1.000 pesos: joão-de-barro / região central

Ainda para 2017, o BCRA informou, no mesmo comunicado, a alteração da família de moedas, com valores de 1, 2, 5 e 10 pesos, a ser lançada em 2017.

Aqui, o comunicado do BCRA na íntegra (em espanhol).

‘Objetivos do BCRA’: nova família de cédulas argentinas

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a) Corto plazo: Nueva familia de billetes

En el corto plazo, se reconfigurarán las características del circulante, emitiendo una nueva familia de billetes que incluirá especies de mayor denominación, debido a la urgente necesidad de facilitar las transacciones del público y reducir los actualmente desmesurados costos operativos inherentes a la emisión monetaria.

b) Mediano plazo: minimizar la utilización de circulante

La agenda de mediano plazo consistirá en minimizar la necesidad de utilizar dinero físico por parte de los argentinos. Se trata de un rubro en el que ha habido avances que deben ser consolidados y deben tomar velocidad.

a) Curto prazo: nova família de cédulas

Em curto prazo, serão reconfiguradas as características do meio circulante com a emissão de uma nova família de cédulas que incluirá denominações maiores, por conta da necessidade urgente de facilitar as transações do público e reduzir os atualmente desmedidos custos operacionais inerentes à emissão monetária.

b) Médio prazo: reduzir o uso de dinheiro em espécie

A agenda de médio prazo consistirá em reduzir a necessidade do uso de dinheiro físico pelos argentinos. Trata-se de um tópico em que tem havido avanços, que devem ser consolidados e acelerados.

Tradução: Sérgio Mendes

Tirado de “Objetivos y planes respecto del desarrollo de la política monetaria, cambiaria, financiera y crediticia para el año 2016”, publicação do BCRA, págs. 23-24

Lembrando apenas que o informe traz data de dezembro, anterior à troca de governo no país vizinho.